Preços do boi gordo reagem no mercado interno
O mercado de boi gordo teve reação nos preços na primeira semana de maio. “É importante ressaltar que esse movimento se tornou mais discreto do que o esperado, levando em conta que os frigoríficos conseguiram uma boa frente em suas escalas de abate, salvo uma ou outra exceção”, disse o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.
Segundo ele, os pecuaristas ainda conseguem reter os animais nas pastagens. “Entretanto o clima frio e seco deve alterar esse quadro entre os meses de maio e junho, levando a uma situação de maior oferta no mercado interno”, disse.
A média de preços da arroba do boi gordo nas principais praças de comercialização ficou assim na primeira semana de maio:
* São Paulo – R$ 139,00 a arroba, contra R$ 139,84 em abril.
* Goiás – R$ 126,00, contra R$ 125,50.
* Minas Gerais – R$ 135,00, contra R$ 131,31 a arroba.
* Mato Grosso do Sul – R$ 131,00, contra R$ 129,88 a arroba.
* Mato Grosso – R$ 129,00, contra R$ 122,84 a arroba.
Exportações
As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 292.6 milhões em abril (18 dias úteis), com média diária de US$ 16.3 milhões. A quantidade total exportada pelo País chegou a 70.200 toneladas, com média diária de 3.900 toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.168,20.
Na comparação com março, houve queda de 7,3% no valor médio diário da exportação, baixa de 8,7% na quantidade média diária exportada e um ganho de 1,4% no preço médio.
Na comparação com abril de 2016, houve uma perda de 4,1% no valor médio diário, baixa de 9,9% na quantidade média diária e valorização de 6,4% no preço médio.
Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Fábio Rübenich/Agência Safras
Mercado de carne suína trava e aposta em aquecimento da demanda
O mercado brasileiro para a carne suína teve uma semana de preços pouco alterados. O ritmo dos negócios segue lento, com os frigoríficos tentando não formar grande volume de estoque. A avaliação é do analista de Safras & Mercado, Allan Maia.
“A expectativa do mercado é de aquecimento da demanda nos próximos dias, o que pode gerar espaço para reajustes no curto prazo. O consumo nesta primeira quinzena tende a ser favorecido pela entrada de salários e pelas comemorações referentes ao dia das mães”, disse.
As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 120.9 milhões em abril (18 dias úteis), com média diária de US$ 6.7 milhões. A quantidade total exportada pelo País no período chegou a 44.500 toneladas, com média diária de 2.500 toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 2.714,00.
Em relação a março, ocorreu uma elevação de 11,7% na receita média diária, ganho de 3,8% no volume diário e elevação de 7,6% no preço.
Na comparação com abril de 2016, houve alta de 34,4% no valor médio diário exportado, retração de 6,4% na quantidade média diária e valorização de 43,6% no preço médio.
Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Dylan Della Pasqua/Agência Safras
Maio inicia com poucos negócios para carne de frango
O mercado brasileiro de carne de frango teve uma semana de lentidão. Os preços praticamente não sofreram alterações no período avaliado. A avaliação é do analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.
“Entretanto é importante ressaltar que há expectativa de retomada do movimento de alta na próxima semana, período que conta com maior apelo ao consumo. Os custos de produção no decorrer deste ano seguem menos expressivos se comparado a 2016, portanto é possível ampliar as receitas mesmo com preços mais baixos no mercado”, disse o analista.
As exportações de carne de frango “in natura” do Brasil renderam US$ 486.9 milhões em abril (18 dias úteis), com média diária de US$ 27.1 milhões. A quantidade total exportada pelo País chegou a 293.500 toneladas, com média diária de 16.300 toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.659,20.
Na comparação com março, houve alta de 9% no valor médio diário exportado, ganho de 9,2% na quantidade média e desvalorização de 0,2% no preço médio.
Em relação a abril de 2016, houve alta de 1,5% no valor médio diário da exportação, perda de 13,9% na quantidade média diária exportada e valorização de 17,8% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Dylan Della Pasqua/Agência Safras






