
Em 25 de fevereiro é celebrado o Dia do Agronegócio no Brasil. O termo agronegócio (agribusiness, em inglês) surgiu nos Estados Unidos em 1957 e foi criado pelos economistas John Davis e Ray Goldberg da Universidade de Harvard para definir a integração entre os setores agrícola e industrial.
Agronegócio designa a soma das operações na produção e distribuição de insumos agrícolas, das operações na fazenda, armazenagem, processamento e distribuição dos produtos agrícolas e de seus subprodutos. É isso. Não a etiqueta ideológica e pejorativa de certas narrativas à gauche contra o agro, nas quais “agricultura empresarial” é usada como se ofensa fosse.
No Brasil, o conceito foi incorporado na década de 1990 e refletiu a modernização do setor e a conexão entre produtores, distribuidores e consumidores. O agronegócio é um dos principais motores do crescimento econômico, garante emprego, inovação e desenvolvimento sustentável.
O agronegócio representa cerca de 25% do PIB nacional. Empregou em 2025, direta e indiretamente, 28,5 milhões de pessoas, recorde histórico, cerca de 26% de todas as ocupações no Brasil. E cresce todo ano.
O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de alimentos com destaque para soja, milho, café, carne bovina, frango, açúcar e laranja. O mesmo ocorre com as fibras, sobretudo celulose e algodão.
As exportações do agronegócio em 2025 atingiram um recorde de quase 170 bilhões de dólares. As importações foram apenas cerca de 17 bilhões. O saldo comercial do agro é enorme. São muitos dólares! Desses a faltar tanto em Cuba hoy dia. A indústria aeronáutica também exportou (3,1 bilhões de dólares), mas importou muitos componentes. Seu saldo relativo é bem menor.
Com tecnologia e inovação, o agro se modernizou, cresceu a produtividade, reduziu impactos ambientais e lidera a preservação da vegetação nativa: um terço do território nacional e em média metade da área dos imóveis rurais.
O agronegócio é um dos segmentos econômicos de maior evolução, industrialização e geração de riquezas, capaz de reduzir disparidades sociais. Os maiores PIBs per capita estão em municípios relevantes no agro como Balsas no Maranhão, Sinop no Mato Grosso e Luiz Eduardo Magalhães na Bahia.
Ainda assim o agro é maltratado, até perseguido, por setores ambientalistas e agraristas do governo e por parte da intelligentsia da esquerda, como se adversário do país fosse. Seus atores são até acusados de fascistas, por quem recorre a rótulos na falta de argumentos. Como se diz em castelhano: La ignorância es audaciosa!







