Proteína animal registra alta nas exportações de agosto

Produtos do setor tiveram números expressivos nos embarques. Foto: Divulgação ABPA

Carne de frango

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, incluindo in natura e processados) totalizaram 492,634 mil toneladas em agosto, volume 24,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 394,637 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

No acumulado de janeiro a agosto, as exportações chegaram a 3,921 milhões de toneladas, crescimento de 15,5% em relação às 3,395 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período de 2025. A receita acumulada alcançou US$ 7,689 bilhões, avanço de 21,9% sobre os US$ 6,308 bilhões registrados no ano anterior.

A China foi o principal destino das exportações brasileiras de carne de frango em agosto, com 50,988 mil toneladas. O resultado supera amplamente as 83 toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025, período afetado pelas suspensões temporárias decorrentes do único foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) registrado na produção comercial brasileira, situação rapidamente solucionada no primeiro semestre do ano passado.

Ovos

Os ovos experimentaram desempenho menos pujante para o período quando comparado ao de 2025, mas a conjuntura da época foi considerada atípica e o segmento permanece otimista, com ampliação substancial da presença em países como Chile. Foto: Divulgação ABPA

Enquanto isso, as exportações de ovos totalizaram 2,322 mil toneladas em agosto, volume 9,1% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 2,129 mil toneladas. A receita obtida com as vendas internacionais chegou a US$ 4,868 milhões, resultado 15% inferior aos US$ 5,729 milhões registrados em agosto de 2025. No acumulado de janeiro a agosto, as exportações alcançaram 19,982 mil toneladas, volume 38,1% menor que as 32,303 mil toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado. A receita acumulada totalizou US$ 43,903 milhões, retração de 41,7% em relação aos US$ 75,295 milhões registrados nos oito primeiros meses de 2025.

O Chile foi o principal destino das exportações brasileiras de ovos em agosto, com 1,213 mil toneladas, volume 605,1% superior às 172 toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem Vietnã, com 275 toneladas; Serra Leoa, com 160 toneladas; México, com 144 toneladas (-52,6%); e Japão, com 140 toneladas (-75,8%).

Suinocultura

Já os embarques de carne suína totalizaram 131,126 mil toneladas em agosto, volume 8% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 121,469 mil toneladas. A receita alcançou US$ 289,898 milhões, resultado 1,7% inferior aos US$ 294,931 milhões obtidos em agosto do ano passado. No acumulado de janeiro a agosto, as exportações chegaram a 1,057 milhão de toneladas, crescimento de 8,9% em relação às 970,331 mil toneladas embarcadas no mesmo período de 2025. A receita acumulada alcançou US$ 2,447 bilhões, avanço de 4,8% sobre os US$ 2,335 bilhões registrados no ano anterior.

As Filipinas foram o principal destino das exportações brasileiras de carne suína em agosto, com 23,314 mil toneladas.  Na sequência Japão, com 16,472 mil toneladas, alta de 92,9%; China, com 15,174 mil toneladas, crescimento de 45,9%; Vietnã, com 8,274 mil toneladas, avanço de 38,3%; Chile, com 8,035 mil toneladas, retração de 40%; e Singapura, com 6,552 mil toneladas, elevação de 25,2%.

Carne Bovina

Entre janeiro e agosto, o Brasil exportou 2,202 milhões de toneladas de carne bovina, crescimento de 5,3% em relação ao mesmo período de 2025. A receita acumulada chegou a US$ 12,79 bilhões, avanço de 21,7%. A China permanece como principal destino no acumulado, com 899,2 mil toneladas e US$ 5,51 bilhões, volume 6,6% abaixo do mesmo período do ano passado. Mesmo com a retração, o país segue respondendo por 40,8% de toda a carne bovina brasileira exportada em 2026. Os números são da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Avaliação do setor

Ricardo Santin repecurtiu resultados positivos de agosto e ressaltou a força dos produtos nacionais, além da diversificação de mercados e confiança conquistada dos compradores. Foto: Divulgação ABPA

O Presidente da ABPA, Ricardo Santin, disse que os resultados mostram a força da proteína animal brasileira. Para ele, o crescimento consistente no acumulado do ano para carnes de frango e suínos demonstra a força da demanda internacional, a diversificação dos destinos e a confiança dos mercados na qualidade e na segurança dos produtos nacionais. Santin pontuou que o acumulado mais baixo no segmento dos ovos se deve à conjuntura atípica de 2025.

Já o presidente da Abiec, Roberto Perosa, declarou: “Os números mostram que a carne bovina brasileira vem ampliando sua presença em diferentes mercados. A China continua sendo fundamental, mas o crescimento em outros destinos ajuda a reduzir a concentração e abre novas possibilidades para o setor”

Por Marcelo Sá – jornalista, editor e produtor literário (MTb 13.9290) marcelosa@sna.agr.br
Com informações da Assessorias de ABPA e Abiec.
Dados complementares: Ministério da Agricultura e Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

 

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