
Todas as hortaliças analisadas no atacado em dezembro registraram aumento nos preços médios das 11 principais Centrais de Abastecimento (CEASAS) do País, mostra o primeiro Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado hoje.
A pesquisa da Conab considera as cinco hortaliças (batata, cenoura, cebola, tomate e alface) e as cinco frutas (laranja, banana, mamão, maçã e melancia) com maior representatividade na comercialização nas principais CEASAS do País e que registram maior destaque no cálculo do índice de inflação oficial (IPCA).
A batata registrou o maior aumento, com alta de 23,50% na média ponderada nacional, reflexo da redução da oferta causada pelas chuvas nas regiões produtoras, que dificultaram a colheita. Em algumas CEASAS, como na de Rio Branco (AC) e no Rio de Janeiro (RJ), os preços em dezembro subiram cerca de 30% na comparação com novembro de 2025.
A cebola manteve a trajetória de alta iniciada em outubro, com aumentos expressivos em mercados mais distantes das áreas produtoras do Sul, responsáveis pela maior parte do abastecimento nacional no período. Em Rio Branco e Recife (PE), por exemplo, os preços registraram aumentos superiores a 50% em dezembro do ano passado.
O tomate também registrou um aumento relevante de 15,06%, interrompendo a tendência de queda registrada ao longo de grande parte de 2025. A alta esteve associada à transição entre safras e às oscilações típicas da oferta do produto, com variações significativas entre as CEASAS, como em Rio Branco (+ 51,76%) e Recife (+ 53,17%) no último mês do ano. A cenoura registrou alta moderada nos preços médios, com aumento médio de 7,21%, mesmo com crescimento da comercialização. A alface registrou alta contida de 3,49% nas cotações, influenciadas pela maior demanda associada às temperaturas elevadas e pelos impactos climáticos sobre a qualidade das folhosas.
Frutas
Os preços da laranja e da maçã ficaram praticamente estáveis em dezembro de 2025, na média, segundo o Boletim Prohort. O preço médio da laranja registrou uma leve queda de 0,68%. A queda nos preços foi mais acentuada em praças como Rio Branco (- 35,08%) e Goiânia (GO) (- 12,78%), em um cenário de maior oferta do produto nos mercados atacadistas.
Já no caso da maçã, a alta foi sutil, de 0,64%, em um contexto de maior oferta paulista, demanda mais fraca e estoques da safra 2024/25 em fase final.
As demais frutas analisadas no Boletim Prohort não registraram o mesmo movimento de estabilidade de preços e registraram aumento nos preços médios em dezembro do ano passado, segundo a Conab. A banana registrou alta de 4,02% nas cotações das variedades Nanica e Prata provenientes das regiões Nordeste e Sudeste, influenciada pela menor oferta típica do período e pela melhora na qualidade do produto.
O mamão registrou alta de 15,87%, provocada pela menor disponibilidade de frutas com padrão superior de qualidade nas principais regiões produtoras. A melancia registrou um aumento médio de 25,19%, mesmo com maior volume comercializado, sustentados pela boa qualidade das frutas e pelas temperaturas mais elevadas, que contribuíram para o aumento da demanda na primeira quinzena do mês.
Exportação de frutas
O Boletim destaca o desempenho positivo das exportações brasileiras de frutas em 2025. No acumulado do ano, o País exportou cerca de 1.31 milhão de toneladas, aumento de aproximadamente 20% em comparação com 2024, com faturamento de US$ 1.56 bilhão. As exportações se concentraram principalmente nos mercados europeu e asiático, com aumento do volume embarcado de frutas como manga, melão, melancia, banana e mamão.






