Parceira da SNA, Execoop intensifica capacitação em visita à China

Delegação visitou instituições de educação, tecnologia e negócios. Grupo acompanhou de perto como a China soluciona gargalos logísticos e otimiza resultados, integrando tecnologia e análise de dados, inclusive no cooperativismo. Foto: Divulgação Execoop

Viagem proporciona novas perspectivas e intercâmbio estratégico

A Execoop – Cooperativa de Trabalho de Pesquisadores e Docentes em Governança e Educação Executiva, parceira da SNA, firmou um convênio bilateral com o Zhejiang Intitute of Economics and Trade. Com isso, tornou-se a primeira faculdade e cooperativa a ter esse tipo de acordo com uma universidade cooperativista chinesa e um dos principais institutos de economia da China. O objetivo é desenvolver uma cooperação para a produção acadêmica, intercâmbio bilateral de docentes, alunos e executivos e hub de tecnologia, inovação e negócios.

A Execoop já desenvolve iniciativas de imersões internacionais, como na China, principal parceiro comercial do Brasil, inclusive no agronegócio. No início do mês, a entidade levou ao país 40 dirigentes, representando 40 cooperativas do Estado do Rio de Janeiro. Mais do que conhecer novos modelos, a visita proporcionou novas perspectivas e reflexões sobre o futuro da economia, da tecnologia, da educação e dos negócios. Foi nesse contexto que se estreitaram os laços com o Zhejiang Intitute of Economics and Trade, numa colaboração mais abrangente que já conta com o apoio de outras instituições locais e autoridades chinesas.

A turma OCB/RJ-Sescoop/RJ de Imersão Executiva China Coop 2026 é uma parceria Execoop e ACFSMC (All China Co-op). O grupo visitou empresas, universidades, bancos e até hospitais. O objetivo era compreender melhor como o gigante asiático integra educação, mercado de trabalho, crédito para empreendedores e tecnologia em prol do crescimento econômico e de soluções para quem empreende.

Também foram abordados desafios diretamente ligados ao cooperativismo agrícola, com os participantes recebendo exemplos concretos de como esse segmento na China elimina gargalos logísticos e busca aperfeiçoar a relação entre produtores e consumidores finais. Lá, essas empresas monitoram as preferências da clientela por bairro e organizam estoques com base nesses dados, combatendo assim o desperdício e otimizando vendas, sobretudo nas vendas digitais, cada vez mais dominantes.

Acordo com SNA foi oficializado em agosto deste ano

Acordo entre a SNA e Execoop, firmado em agosto, prevê para iniciativas conjuntas de caráter técnico e científico, voltadas ao ensino e pesquisa, no escopo dos cursos de graduação e pós-graduação da Faculdade SNA Digital. Foto: Marcelo Sá

Em agosto, SNA e Execoop celebraram memorando de entendimentos para iniciativas conjuntas de caráter técnico e científico, voltadas ao ensino e pesquisa, no escopo dos cursos de graduação e pós-graduação da Faculdade SNA Digital. Outros projetos também poderão ser desenvolvidos, sempre de acordo com as normas do Ministério da Educação e demais órgãos públicos reguladores. A parceria é mais um passo da SNA no aperfeiçoamento de suas funções de capacitação, difusão do conhecimento e fomento à ciência em benefício da agropecuária.

Na ocasião, Filipe Pires, diretor acadêmico da Execoop, exaltou a parceria, dada a reputação e prestígio da SNA e os desafios que o setor agropecuário apresenta em termos de capacitação. Para ele, a colaboração entre duas instituições consolidadas, com a experiência que a Execoop agrega na condição de cooperativa de trabalho, tem tudo para dar aos gestores do agronegócio brasileiro as habilidades necessárias diante das exigências de mercado. “Queremos ajudar o setor a atingir patamares cada vez maiores em termos de competitividade, resultados e boas práticas de gestão”, disse ele.

Já Priscila Almeida, Presidente do Conselho de Admnistração da entidade, declarou que a parceria com a SNA é estratégica e relevante, trazendo benefícios mútuos na divulgação dos planos de trabalho. Segundo ela, a atuação em conjunto trará ainda mais visibilidade. “Nós vamos difundir essa história, o peso histórico da instituição e o nome no mercado que agregará em nossas atividades acadêmicas”, concluiu.

Por Marcelo Sá – jornalista, editor e produtor literário (MTb 13.9290) marcelosa@sna.agr.br

 

 

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