
O Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) subiu em fevereiro, interrompendo uma sequência de cinco meses de queda. O indicador registrou uma média de 125,3 pontos, uma alta de 0,90% em relação ao nível revisado de janeiro, embora permaneça 1% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado. O avanço foi impulsionado pela valorização do trigo, de óleos vegetais e de alguns tipos de carne, que superaram a baixa nos preços do açúcar e dos lácteos (queijo).
O índice de preços dos Cereais registrou alta de 1,10% em relação a janeiro.
O movimento foi liderado pelo trigo, refletindo relatos de geadas em partes da Europa e dos Estados Unidos, além de interrupções logísticas persistentes na Federação Russa e na região do Mar Negro. Já o índice do arroz subiu 0,40%, sustentado pela demanda contínua por variedades especiais.
O índice de Óleos Vegetais subiu 3,30% em fevereiro, atingindo o maior patamar desde junho de 2022. Os preços do óleo de palma subiram por causa da firme demanda global e à produção sazonalmente menor no Sudeste Asiático. No caso do óleo de soja, a valorização foi motivada pela expectativa de medidas de apoio aos biocombustíveis nos Estados Unidos.
O índice de Carnes subiu 0,80% no mês. A carne bovina registrou valorização impulsionada na forte demanda de importação da China e dos Estados Unidos, enquanto os preços da carne ovina registraram níveis recordes. Em contrapartida, o índice de Açúcar recuou 4,10% em fevereiro em relação a janeiro, acumulando uma queda de 27,30% na comparação anual. A queda se deve à expectativa de oferta global ampla na temporada atual. O índice de Laticínios também caiu 1,20%, pressionado pelos preços menores do queijo, apesar da alta nas cotações da manteiga e do leite em pó.
A FAO divulgou novas projeções para a produção mundial de trigo em 2026, estimando uma queda de cerca de 3%, para 810 milhões de toneladas. A redução é atribuída à menor área plantada na União Europeia, na Rússia e nos Estados Unidos, em resposta aos preços mais baixos da commodity.Para o Hemisfério Sul, as perspectivas iniciais para o milho são positivas. Segundo a FAO, o aumento da área plantada e as condições climáticas favoráveis indicam produções acima da média na Argentina e no Brasil. Na África do Sul, a previsão é de uma segunda safra recorde consecutiva em 2026.






