Importações de fertilizantes batem recorde e exportações agrícolas avançam em 2025

No comércio exterior, o Brasil ampliou as exportações de milho, soja e farelo de soja, que somaram 172,3 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 6,21% frente a 2024 – Foto: Canva

As importações brasileiras de fertilizantes somaram 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando as 44,28 milhões de toneladas de 2024 e alcançando o maior volume da série histórica, segundo o Boletim Logístico de janeiro/2026 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado na última segunda-feira (26). O desempenho reforça a robustez da cadeia de suprimento de insumos e sustenta expectativas positivas para a produção agrícola.

A entrada de fertilizantes pelos portos de Paranaguá (PR), Santos (SP) e do Arco Norte totalizou 45,50 milhões de toneladas no ano passado, alta de 2,68% em relação a 2024. Paranaguá manteve a liderança como principal porta de entrada, com 10,89 milhões de toneladas, volume próximo ao do ano anterior. O Arco Norte registrou crescimento, com 8,27 milhões de toneladas, enquanto Santos movimentou 8,42 milhões de toneladas, queda de 5,18%. Mato Grosso, Paraná e São Paulo lideraram o consumo, refletindo a confiança dos produtores na ampliação da área plantada e no aumento da produtividade.

Embarques: milho, soja e farelo de soja

No comércio exterior, o Brasil ampliou as exportações de milho, soja e farelo de soja, que somaram 172,3 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 6,21% frente a 2024. As exportações de milho alcançaram 40,9 milhões de toneladas, com maior participação dos portos de Paranaguá e São Francisco do Sul. A soja em grãos totalizou 108,1 milhões de toneladas, com destaque para o avanço do Arco Norte, enquanto os embarques de farelo de soja chegaram a 23,3 milhões de toneladas, concentrados principalmente nos portos de Santos e Paranaguá.

Fretes rodoviários

O mercado de fretes rodoviários apresentou estabilidade em dezembro, com variações pontuais conforme a demanda regional. Em estados como Bahia e Maranhão, os preços permaneceram estáveis, enquanto no Distrito Federal houve alta entre 1% e 4%. Mato Grosso manteve fretes elevados, sustentados por estoques altos e safra recorde. Para o início de 2026, a Conab projeta equilíbrio no curto prazo e pressão altista a partir do avanço da colheita da soja e do aumento da demanda por transporte.

Por Larissa Machado / larissamachado@sna.agr.br
Com informações da Conab
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