A China importou 1.020 milhão de toneladas de carne em março, mostraram dados divulgados pela Administração Geral de Alfândegas nesta terça-feira, o maior volume mensal desde ao menos janeiro de 2020, na medida em que o maior comprador global de carnes continua a fazer estoques para suprir a escassez de oferta doméstica.
As importações aumentaram 11,40% em relação às 919.000 toneladas de março de 2020, mesmo após os preços locais da carne suína terem caído fortemente desde o começo do ano. A Administração Geral de Alfândegas passou a divulgar os dados de importações combinadas de carne no ano passado.
O aumento nas compras externas vem enquanto a produção de carne de porco da China continua a ser afetada pela Peste Suína Africana, que chegou ao país em 2018.
O grande volume foi provavelmente um recorde, segundo Pan Chenjun, analista sênior do Rabobank, e reflete a expectativa do mercado de uma substancial escassez de carne após novos surtos de Peste Suína Africana durante o inverno.
“As pessoas também pensaram que a pandemia tinha acabado, mas não acabou”, afirmou a analista, destacando que a demanda não foi tão forte como se esperava.
O sentimento do mercado mudou desde o final de março, segundo Pan.
Uma severa onda de infecções no 1º trimestre devastou ao menos 20% do rebanho de fêmeas no Norte da China, disseram fontes da indústria de suínos e analistas à Reuters, o que levou alguns criadores a entrar em pânico e sacrificar porcos menores.
Os preços domésticos da carne suína caíram mais de 40% desde o começo do ano em meio à liquidação de estoques e fraca demanda.
As importações, no entanto, devem continuar altas, com muitas pessoas antecipando nova escassez de oferta, disse Pan.
As importações nos primeiros três meses de 2021 totalizaram 2.63 milhões de toneladas, aumento de 20,80% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Reuters






