
As exportações brasileiras de frutas geraram uma receita de US$ 1.45 bilhão em 2025, um novo recorde histórico pelo terceiro ano consecutivo, com aumento de 12% em valor e 19,60% em volume em relação ao ano anterior. As informações são da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).
Segundo a entidade, o resultado consolida a fruticultura como um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio nacional e reforça as perspectivas positivas para 2026, especialmente diante do avanço do acordo entre o MERCOSUL e a União Europeia (UE), cujos efeitos vão se refletir na competitividade dos produtos brasileiros no exterior. No curto prazo, a uva terá a sua tarifa zerada, melhorando a competitividade dessa fruta no mercado internacional já que os principais concorrentes do Brasil já não pagam tarifas para ingressar nos países da EU, explicou a Abrafrutas em comunicado.
Segundo a entidade, o desempenho expressivo do ano passado é resultado direto do trabalho do fruticultor-exportador brasileiro que, mesmo diante de um cenário desafiador em 2025, marcado por incertezas no comércio internacional, aumento de tarifas e custos logísticos elevados, manteve a produção, investiu em qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade, e continuou entregando frutas com padrão internacional.
Algumas frutas se destacaram nas exportações brasileiras ao longo do ano, como a manga, que mesmo com uma pequena retração no valor exportado, com impacto da taxação para o mercado norte-americano, manteve a liderança entre as frutas brasileiras exportadas em 2025. O produto totalizou US$ 335 milhões, com queda de 4% em valor, mas registrou aumento expressivo de 12,59% no volume, totalizando cerca de 280.000 toneladas embarcadas ao longo do ano. Melão, US$ 231 milhões, aumento de 24,90%. Limão e lima, US$ 199 milhões, aumento de 1,50%. A uva, a exemplo da manga também registrou uma leve queda em valor, mas manteve posição de destaque entre as frutas mais exportadas pelo Brasil em 2025. As exportações totalizaram US$ 158 milhões, com queda de 0,13% em valor e aumento de 5,62% em volume, o que corresponde ao embarque de aproximadamente 62.000 toneladas para o mercado internacional. Melancia, US$ 115 milhões, aumento de 57,10%.
Segundo o Presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho, com a consolidação dos resultados de 2025 e o avanço do acordo MERCOSUL-União Europeia, a expectativa do setor é de um novo ciclo de crescimento. As reduções tarifárias previstas no acordo serão implementadas de forma gradual para a maioria das frutas exportadas. A uva, como dito anteriormente, terá tarifa zerada imediatamente após a entrada em vigor, enquanto produtos como melancia, melão e limão passarão por um período de transição de 7 a 10 anos, com redução escalonada até a eliminação total das tarifas.






