
Os preços do frango seguem em alta no mercado brasileiro desde o início de junho e subiram inclusive no começo de segunda quinzena do mês, período em que tradicionalmente o consumo perde força devido ao orçamento mais apertado das famílias. Segundo levantamento do CEPEA, o movimento foi registrado em todas as praças acompanhadas pelo CEPEA e reflete uma combinação de demanda em recuperação e oferta interna ajustada.
Segundo o CEPEA, a alta foi impulsionada pela retomada gradual do consumo, especialmente na primeira metade de junho. Esse cenário foi registrado em todas as praças acompanhadas e esteve relacionado à recuperação da demanda doméstica, aliada a uma disponibilidade de produto mais equilibrada no mercado interno.
No atacado da Grande São Paulo, o frango inteiro congelado foi negociado à média de R$ 6,92 por quilo na quarta-feira (17), alta de 1,10% em comparação com o registrado em 10 de junho. Já o frango resfriado subiu 1,20% no mesmo período, registrando uma média de R$ 6,97 por quilo.
Entre os cortes, o comportamento dos preços foi mais heterogêneo. O coração resfriado registrou alta de 1,30% no atacado da Grande São Paulo, sendo comercializado aos R$ 28,84 por quilo no dia 17. Em contrapartida, a asa congelada registrou uma queda de 2,20% no período, com média de R$ 10,70 por quilo.
Quanto à produção de carne de frango, dados do IBGE indicam que no 1º trimestre de 2026, registrou um recorde para esse período, considerando a série do CEPEA, iniciada em 1997. De janeiro a março deste ano, a avicultura de corte nacional produziu 3.734 milhões de toneladas de carne, volume 2,20% acima do registrado no último trimestre de 2025, e um aumento de 6,90% em relação às 3.492 milhões de toneladas produzidas no 1º trimestre do ano passado.






