FAO e o frango no mundo em 2015: produção aumenta, comércio internacional recua

Como faz habitualmente nesta época do ano, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) acaba de divulgar novas previsões sobre a produção e o comércio mundiais de carnes em 2015, comparando-as com os resultados (ainda preliminares) de 2014.

Na produção, o maior índice de expansão previsto é o da carne de frango que, respondendo por pouco mais de um terço (35,16%) do total das quatro carnes avaliadas, tende a registrar aumento de volume próximo de 1,5%.

No comércio internacional, entretanto, a situação é inversa, pois a de frango é a única carne com tendência de regressão. O recuo é pequeno, sem dúvida (-0,79%), mas indica situação pior que a das carnes suína e ovina, que tendem a manter os mesmos níveis de 2014. Ou bastante inferior ao da carne bovina que, pelo contrário, é a única carne a sinalizar aumento nas transações internacionais – de pouco mais de 1%.

O comportamento oposto entre as carnes bovina e de frango ocasiona ligeira alteração no mix do comércio internacional. Ainda assim, o frango continua como carne líder dos negócios do setor, com pouco mais de 41,5% do volume estimado para as quatro carnes. A carne bovina fica com 32% do total, a suína com pouco mais de 23% e a ovina com 3,3%.

Em relação ao consumo per capita, a FAO estima aumento apenas marginal (+0,23% em relação a 2014) e retorno ao mesmo nível registrado em 2013 – 43,4 kg.

Notar, neste caso, que o per capita mundial representa menos da metade do per capita dos brasileiros (isto, considerando-se apenas as carnes bovina, suína e de frango), correspondendo, aproximadamente, ao nosso consumo per capita de carne de frango.

Nas previsões da CONAB, por exemplo, os brasileiros estarão consumindo em 2015 cerca de 94 kg per capita de carnes, sendo 44,2 kg de carne de frango (47% do total), 35,2 kg de carne bovina (37,5%) e 14,6 kg de carne suína (15,5% do total).

 

Fonte: AviSite

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