
Etanol
A média de preços do etanol hidratado (Indicador CEPEA/ESALQ) em abril, primeiro mês oficial da safra 2026/27, atingiu o menor patamar desde junho de 2024, em termos reais. Esse recuo é reflexo do aumento da oferta, impulsionado pelo avanço da moagem que neste ano, foi acelerada pelo baixo volume de chuvas.
Segundo pesquisadores do CEPEA, ao longo do mês, o volume vendido pelas usinas foi pontual e envolveu volumes pequenos. De um modo geral, distribuidoras estiveram ausentes das compras. Ainda assim, o total de etanol hidratado comercializado pelas usinas de São Paulo aumentou 75,10% no comparativo mensal e 24,80% em relação a abril do ano anterior (dados do CEPEA).
O cenário de incerteza segue em evidência no setor sucroenergético. Segundo agentes de mercado, consultados pelo CEPEA, os preços mais baixos do etanol e do açúcar colocam em alerta o desempenho da safra 2026/27 no Centro-Sul do Brasil.
Açúcar
O mercado spot de açúcar manteve baixa liquidez na última semana de abril, e os preços do Cristal ficaram firmes. Segundo pesquisadores do CEPEA, apesar da postura cautelosa dos compradores, que se mantiveram afastados das negociações na expectativa de novas quedas, os preços não recuaram conforme o esperado.
Porém, no acumulado do mês, ocorreu uma queda expressiva nas cotações. Segundo o CEPEA, a retração no volume negociado indica que o lado vendedor está resistente à pressão de demandantes. Adicionalmente, o predomínio de açúcares mais escuros nas negociações reforça a percepção de que a safra 2026/27 ainda não atingiu o seu ritmo pleno, o que limita a oferta de produto Cristal de melhor qualidade no curto prazo.
Por outro lado, ainda segundo o CEPEA, as cotações do contrato nº 11 na Bolsa de Nova York (ICE Futures) registraram alta na semana passada e, se essa tendência se mantiver, os preços internos podem se recuperar nas próximas semanas. A alta externa esteve atrelada principalmente à elevação dos preços do petróleo, o que tem encarecido os custos de energia em escala global. Pesquisadores do CEPEA indicam que diante da alta dos preços do petróleo e da energia, as usinas brasileiras tendem a direcionar uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção de etanol, reduzindo a oferta de açúcar.






