
O comunicado da União Europeia, anunciada nesta terça-feira 12 de maio, de que a carne brasileira poderia deixar se ser aceita pelo bloco a partir de setembro, mobilizou o segmento. Entre temores de uma nova barreira comercial que pudesse comprometer o bom desempenho dos embarques para o segundo maior comprador da proteína animal do país, muitas notícias não captaram a essência do que foi anunciado. Assim, a SNA opta por trazer, na íntegra, o esclarecedor posicionamento da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), protagonista do setor.
O assunto seguirá sendo atualizado, mas cabe salientar que a medida já era esperada e não se insere no contexto do protecionismo habitual do continente, mas num âmbito regulatório que já era foco de atenção das autoridades brasileiras e também da iniciativa privada. Tampouco há relação com o Tratado entre União Europeia e Mercosul, já vigente no Brasil. Confira:
“A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) esclarece que o Brasil segue plenamente habilitado a exportar carne bovina ao mercado europeu. Não há, neste momento, qualquer proibição das exportações para o bloco.
A medida anunciada está relacionada à implementação de novas exigências regulatórias referentes ao uso de antimicrobianos na produção animal, com entrada em vigor prevista para setembro de 2026. O eventual impedimento às exportações somente ocorrerá caso as garantias e adequações requeridas pelas autoridades europeias não sejam apresentadas até a data estabelecida.
O setor privado tem trabalhado em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema. Há, inclusive, previsão de missão europeia ao Brasil no segundo semestre para avanço e conclusão desse processo técnico.
A carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios dos principais mercados internacionais, com rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente. Atualmente, o Brasil exporta para mais de 170 países, sustentado por um dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo”.

Edição de imagem e texto Marcelo Sá – jornalista/editor e produtor literário (MTb 13.9290)
Agradecimento especial a Bruno dos Santos Guzzo – Gerência de Comunicação Abiec






