
O acordo MERCOSUL-UE, que deve ser oficializado em 17 de janeiro, é avaliado pelo setor citrícola brasileiro como uma oportunidade de médio prazo para retomar competitividade e ampliar vendas para o mercado europeu, indica o CEPEA. O pacto prevê eliminação gradual das tarifas: até 4 anos para o suco de laranja não concentrado (NFC) e de 7 a 10 anos para o suco concentrado congelado (FCOJ), com salvaguardas e monitoramento.
Estimativas da CitrusBR indicam economia acumulada de cerca de US$ 320 milhões nos primeiros cinco anos, podendo, segundo pesquisadores do CEPEA, favorecer a retomada dos embarques para o bloco. Nos seis primeiros meses da safra 2025/26 (julho a dezembro de 2025), as exportações brasileiras de suco de laranja concentrado (66° brix) totalizaram 423.260 toneladas (em equivalente de suco concentrado), queda de 5,40% em relação ao mesmo período da temporada 2024/25, segundo dados da Comex STAT/MDIC, analisados pelo CEPEA. Do total, 51,90% tiveram como destino os EUA e 41,50% seguiram para a União Europeia, percentual inferior ao registrado até a safra passada, quando o bloco europeu absorvia mais de 60% dos embarques nacionais.






