Carne bovina segue embarcando volumes crescentes

Fevereiro refletiu o crescimento das exportações, o que já se verificava nos meses anteriores. Foto: Embrapa Sudeste Pecuária – Gisele Rosso

Fevereiro registrou mais um patamar inédito na série histórica

As exportações brasileiras de carne bovina totalizaram 267.319 mil toneladas em fevereiro de 2026, com receita de US$ 1,44 bilhão, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

Na comparação com fevereiro de 2025, o resultado representa crescimento de 21,6% no volume embarcado e de 38,2% na receita, refletindo a ampliação da demanda internacional pela proteína brasileira. O desempenho também supera levemente o registrado em janeiro de 2026, quando as exportações somaram US$ 1,404 bilhão e 264 mil toneladas, consolidando o melhor resultado já registrado para um mês de fevereiro na série histórica.

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 531.298 toneladas, com receita de US$ 2,84 bilhões, avanço de 23,8% em volume e 39,2% em valor em relação ao mesmo período do ano passado. A carne bovina in natura segue como principal produto exportado, com 235.890 toneladas embarcadas em fevereiro, o equivalente a 88,2% do volume total exportado e 92,2% da receita obtida no mês.

Entre os destinos, a China permanece como principal mercado, com 106.702 toneladas importadas em fevereiro, seguida pelos Estados Unidos, com 39.440 toneladas, além de Rússia (15.762 t), Chile (13.857 t) e União Europeia (9.084 t) entre os principais compradores da carne bovina brasileira. Entre os mercados relevantes, Rússia, México e Chile apresentaram crescimento expressivo nas compras em relação ao mês anterior, com altas de 111,6%, 132% e 37,6%, respectivamente, enquanto as exportações para a União Europeia avançaram 21,2% no período.

Para o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, os números reforçam a presença da carne bovina brasileira no comércio internacional. “O Brasil segue ampliando sua presença nos mercados internacionais com regularidade de oferta, qualidade do produto e diversificação de destinos, fatores que sustentam o crescimento das exportações de carne bovina”, concluiu.

Esforço de divulgação e agenda de eventos em países cruciais

Conforme o Portal SNA mostrou recentemente, a Abiec integrou a comitiva presidencial que visitou a Coreia do Sul, cobiçado mercado asiático que finalmente avançou nas tratativas para comprar a carne bovina brasileira. Notório por seu rigor sanitário, o país comunicou formalmente que enviará missão técnica para inspecionar frigoríficos, o que costuma ser interpretado no comércio exterior como sinal de que há intenção formal de iniciar os negócios. O segmento viu a decisão coreana com otimismo, da mesma forma que prossegue na interlocução com mercados já receptivos à carne brasileira.

O evento em Washington reunirá representantes da indústria brasileira, importadores norte-americanos, autoridades dos governos do Brasil e dos Estados Unidos, além de convidados ligados ao comércio e ao setor de alimentos. Foto: Divulgação Abiec

Prova disso é que a Abiec realizará, no dia 16 de março, em Washington (EUA), mais uma edição do Brazilian Beef Dinner, iniciativa voltada à promoção da carne bovina brasileira organizada em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O evento conta ainda com o apoio da Embaixada do Brasil em Washington e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que reunirá representantes da indústria brasileira, importadores norte-americanos, além de convidados ligados ao comércio e setor de alimentos.

Para o presidente da Abiec, Roberto Perosa, a iniciativa reforça o trabalho de promoção internacional da carne bovina brasileira em parceria com a ApexBrasil. “Os Estados Unidos são hoje o segundo maior destino da carne bovina do Brasil e um mercado de grande relevância para o setor. Iniciativas como o Brazilian Beef Tour, que reúne ações de relacionamento comercial e promoção da proteína brasileira no exterior, ajudam a aproximar a indústria dos importadores e ampliar o diálogo em um momento de crescimento da demanda”, afirmou.

Em 2025, o país importou 271,8 mil toneladas, movimentando US$ 1,64 bilhão, crescimento de 18,3%. Atualmente, cerca de 50 plantas frigoríficas brasileiras estão habilitadas a exportar carne bovina para o país norte-americano. Em 2025, o episódio do tarifaço abalou a relação diplomática e comercial entre as nações, e o segmento da carne bovina foi justamente um dos protagonistas na gestão da crise, dialogando com produtores e autoridades até que a situação se normalizasse.

Por Marcelo Sá – jornalista/editor e produtor literário (MTb13.9290) marcelosa@sna.agr.br
Com informações da assessoria Abiec (Agradecimento a Bruno dos Santos Guzzo)

 

 

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