
Iniciativa do CNC mereceu destaque
O Conselho Nacional do Café (CNC) teve seu “Programa Café Produtor de Água” reconhecido como importante iniciativa de destaque pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), através da publicação “Resultados e Perspectivas”. O documento reúne projetos de referência apoiados pelo Programa Produtor de Água e apresenta diretrizes estratégicas para sua nova fase, consolidando boas práticas em segurança hídrica no Brasil.
Criado em 2001 pela ANA, o Programa Produtor de Água se tornou uma das principais políticas públicas voltadas à gestão sustentável dos recursos hídricos no país. A iniciativa atua especialmente em bacias hidrográficas com conflitos pelo uso da água, promovendo soluções baseadas na natureza e incentivando produtores rurais a adotarem práticas conservacionistas, como terraceamento, construção de bacias de infiltração, adequação de estradas vicinais, proteção de nascentes e recuperação de matas ciliares.
É nesse contexto que se insere o Programa Café Produtor de Água, desenvolvido pelo CNC, em articulação com cooperativas e instituições estratégicas do setor cafeeiro. A inclusão do programa na publicação oficial da ANA representa não apenas um reconhecimento técnico, mas também a validação de um modelo que integra produção agrícola e conservação ambiental.
A iniciativa foi estruturada em parceria com instituições como o Ministério da Agricultura, a própria ANA, o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura, a Embrapa Café, o Sistema OCB, o Sicoob, a Emater, a Copasa, além de órgãos estaduais, universidades, prefeituras e comitês de bacias hidrográficas. O objetivo central é promover uma gestão integrada da paisagem cafeeira, garantindo a conservação do solo e da água e ampliando a segurança hídrica nas regiões produtoras.
Entre os principais resultados alcançados estão a elaboração de mais de 200 planos de propriedade, a implementação de práticas conservacionistas em diversas microbacias e o fortalecimento da governança local da água. Os impactos incluem a redução da erosão, melhoria da infiltração hídrica, conservação de nascentes e aumento da resiliência climática das propriedades.
O presidente do CNC, Silas Brasileiro, que também integra a Academia Nacional de Agricultura da SNA, avaliou o reconhecimento da boa gestão hídrica feita pela cafeicultura.
“A inclusão do Programa Café Produtor de Água na publicação da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, somada à sua expansão para diferentes regiões do país, reforça seu potencial como um modelo estruturante e replicável para outras cadeias produtivas. Ao promover a integração entre cooperativas, produtores, instituições financeiras e parceiros públicos e privados, a iniciativa evidencia que é plenamente possível aliar produtividade, conservação ambiental e segurança hídrica de forma consistente e duradoura”, disse ele.
Outras boas notícias para o setor cafeeiro

A cafeicultura teve outros bons motivos para celebrar. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em reunião ordinária realizada na semana passada, o montante de R$7.368.712.499,00 em recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para o Ano – Safra 2026/2027. O valor, proveniente do Orçamento Geral da União (OGU), representa um aumento de 2,52% em relação ao volume disponibilizado no exercício anterior.
Os recursos têm como finalidade apoiar diferentes etapas da atividade cafeeira, incluindo o financiamento de custeio, comercialização, aquisição de café, contratos de opções, capital de giro e a recuperação de cafezais danificados. As condições operacionais seguem o previsto no Capítulo 9 (Funcafé) do Manual de Crédito Rural (MCR). A definição dos valores destinados a cada linha de crédito ficará sob responsabilidade do Ministério da Agricultura e Pecuária.
Para o Conselho Nacional do Café (CNC), a ampliação dos recursos reforça a importância do Funcafé como instrumento estratégico de sustentação da cafeicultura brasileira, especialmente diante dos desafios climáticos e de mercado. O Conselho destaca que seguirá atuando como guardiã do Funcafé, acompanhando de forma permanente a liberação dos recursos, as condições de acesso e as taxas de juros praticadas.
O CNC ressalta ainda que o monitoramento contínuo é fundamental para garantir que os recursos cheguem efetivamente aos produtores e cooperativas, contribuindo para a manutenção da competitividade, da renda no campo e da sustentabilidade da cadeia produtiva do café no Brasil. O Conselho Nacional do Café manifestou seu reconhecimento à Secretaria de Política Agrícola (SPA) e ao Departamento de Comercialização do MAPA pela agilidade do encaminhamento ao CMN do orçamento do Funcafé.






