
Após as quedas nos preços internos e externos do café em fevereiro, devido à expectativa de uma safra 2026/27 recorde, o grão voltou a subir em março, impulsionado pelo atual conflito no Oriente Médio e suas consequências. Dados do CEPEA indicam que esse aumento fez com que parte das perdas registradas em fevereiro fosse recuperada.
Além da oscilação cambial, com o dólar ganhando força em relação ao real, preocupações relacionadas ao fechamento do Estreito de Ormuz, que, por sua vez, tem prejudicado o fluxo de mercadorias ao redor do mundo, têm impulsionado as cotações do café Arábica negociado na Bolsa de Nova York (ICE Futures) e, consequentemente, no Brasil.
Segundo o CEPEA, com a rota logística comprometida e custos elevados, o grão produzido na Ásia pode enfrentar dificuldades para chegar aos mercados consumidores no Ocidente. Pesquisadores do CEPEA ressaltam que essa recente alta do Arábica favoreceu a realização de alguns negócios no mercado spot nacional, mas os fechamentos envolveram volumes pequenos.






