Brasil tem primeiro laboratório de análise de inoculantes

O Laboratório de Biotecnologia do Solo da Embrapa Soja (PR) foi a primeira instituição pública de pesquisa a receber acreditação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) como apto a realizar análises de inoculantes e a identificação de microrganismos.

O processo ocorreu em março na norma ISO 17025:2017. Com isso poderá ser dado o apoio para este tipo de produto de base biológica e o impulso para a exportação de bioinsumos brasileiros.

Os inoculantes são produtos comerciais que contêm microrganismos com ação benéfica para o desenvolvimento das plantas, porém, apenas os microrganismos validados pela pesquisa e autorizados pelo Ministério da Agricultura podem ser utilizados na fabricação.

No ano passado foram comercializados de mais de 70 milhões de doses de inoculantes.

Foram acreditados quatro ensaios biológicos, incluindo a avaliação da concentração e de pureza de inoculantes líquidos e turfosos, de recuperação de células inoculadas nas sementes e de identidade de microrganismos inoculantes.

“Essa conquista é relevante porque os relatórios de ensaios referentes às análises de inoculantes emitidos por laboratório acreditado em ISO 17025:2017 são reconhecidos internacionalmente”, disse o gestor de qualidade da Embrapa Soja, Moisés de Aquino.

O laboratório é também a única estação quarentenária de inoculantes homologada pelo MAPA, um segmento com demanda crescente de serviços por indústrias brasileiras e internacionais.

Com esse reconhecimento, a Embrapa Soja passa a compor o seleto grupo de laboratórios internacionais com acreditação para garantir a produção de bioinsumos. “Estamos muito felizes com a acreditação, que dá ainda mais destaque à Embrapa como empresa que zela pela pesquisa e conservação de microrganismos, desenvolvimento e análise de bioinsumos e ainda mantém a agricultura brasileira em patamares elevados de produtividade e de sustentabilidade”, disse Mariângela Hungria, pesquisadora da Embrapa Soja.

A percepção da importância dos bionsumos para o agronegócio brasileiro cresce a cada dia. Considerando apenas a inoculação da soja com bactérias fixadoras de nitrogênio, o Brasil economiza, anualmente, cerca de US$ 14 bilhões, que deixam de ser gastos com fertilizantes nitrogenados. A pesquisa leva anos para identificar um microrganismo promissor para a agricultura e validar a sua eficiência a campo. Há também uma série de avaliações para certificar-se de que esse microrganismo não carrega potencial patogênico e que não vai impactar negativamente o ambiente. “O objetivo de tanto empenho é entregar ao agricultor um bioinsumo com garantia do germoplasma microbiano selecionado, destacando a importância da análise de inoculantes para a certificação da qualidade”, disse Mariângela.

Agrolink 

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