Brasil amplia exportações com novos embarques à China e abertura de mercado na Etiópia

Como desdobramento desse processo, o primeiro navio carregado com 62 mil toneladas do produto desembarcou no porto de Nansha, localizado em Guangzhou, no sul do país – Foto: Imagem de tawatchai07 no Freepik

 

O Brasil deu mais um passo na expansão de sua atuação no mercado chinês com a chegada das primeiras remessas de DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis) e o envio inaugural de um contêiner de farinha de vísceras de aves ao país asiático.

A exportação de DDGS, coproduto gerado na produção de etanol de milho, foi viabilizada a partir de uma demanda apresentada pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem), que solicitou a abertura do mercado chinês. Após a conclusão dos protocolos sanitários entre os dois países, o acesso foi autorizado em maio de 2025. Já em novembro do mesmo ano, os primeiros estabelecimentos brasileiros receberam habilitação para exportar DDG/DDGS à China.

Farinha de vísceras

No caso da farinha de vísceras de aves, insumo amplamente utilizado na nutrição animal, o envio da primeira carga ocorreu após a abertura do mercado chinês, formalizada em abril de 2023, a partir de demanda da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA). A operação representa novas oportunidades para a indústria brasileira do segmento.

Principal destino

Com uma população de aproximadamente 1,4 bilhão de habitantes, a China segue como o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país asiático respondeu por mais de US$ 55,3 bilhões em compras de produtos agropecuários do Brasil, o que corresponde a 32,7% do total exportado pelo setor.

Etiópia: novo mercado

O governo brasileiro finalizou as negociações com a Etiópia, viabilizando a exportação de uma ampla gama de produtos ligados ao segmento de proteína animal. Entre os itens contemplados estão carnes bovina, suína e de aves, além de seus derivados, como produtos cárneos e miúdos.

O acordo também inclui alimentos para pets, lácteos, pescado de origem extrativa e de cultivo, alevinos, ovos férteis, bovinos vivos destinados ao abate, engorda e reprodução de insumos para alimentação animal de origem não animal, como os palatabilizantes, aditivos que melhoram aroma, sabor, textura e atratividade das rações. além de sêmen e embriões de caprinos e ovinos e pintos de um dia.

A medida fortalece a inserção do agronegócio brasileiro em um mercado estratégico localizado no Chifre da África, ao mesmo tempo em que aprofunda a cooperação agropecuária com a Etiópia, onde passou a funcionar uma adidância agrícola em 2025.

Com essa nova conquista, o agronegócio nacional soma 574 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Por Larissa Machado / larissamachado@sna.agr.br
Com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA)

 

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