Boi: Recorde da arroba do boi faz relação de troca ser a melhor em 12 meses

A atual média mensal está ligeiramente abaixo (diferença de apenas R$ 1,00) do recorde registrado em novembro de 2011, quando a arroba atingiu média de R$ 364,82 – Foto: Canva

Boi

Os atuais patamares recordes reais nos preços de negociação da arroba do boi gordo vêm garantindo melhora nas contas do pecuarista terminador, mesmo com o bezerro em constante valorização. Nesta parcial de abril, a quantidade de arrobas necessárias para a compra de um bezerro foi a menor em 12 meses.

Em abril (até o dia 14), o Indicador Boi Gordo CEPEA/ESALQ (Estado de São Paulo) registra uma média de R$ 363,82, alta de 13% em relação à de janeiro e de 14% em relação à de abril/25, em termos reais (a série mensal foi deflacionada pelo IGP-DI de março/26). Pesquisadores do CEPRA ressaltam que a atual média mensal está ligeiramente abaixo (diferença de apenas R$ 1,00) do recorde registrado em novembro de 2011, quando a arroba atingiu média de R$ 364,82.

Quanto ao Indicador CEPEA/ESALQ do bezerro (animal nelore, de 8 a 12 meses, no mercado sul-mato-grossense), a média de abril está em R$ 3.316,71, altas de 7,43% em relação à de janeiro/26 e de expressivos 19,45% em relação à de abril/25. Vale lembrar que, no caso do bezerro, o recorde real de R$ 3.610,13, foi registrado em abril de 2021.

Diante disso, dados do CEPEA mostram que em abril, o pecuarista terminador de São Paulo precisa de 9,12 arrobas para comprar um animal de reposição em Mato Grosso do Sul, sendo esta a melhor relação de troca desde abril do ano passado, quando eram necessárias 8,71 arrobas para realizar a mesma aquisição.

Suínos

Mesmo com as vendas externas recordes, os preços do animal vivo e da carne seguem em queda no Brasil. A fraca demanda doméstica, já observada ao longo de março, se manteve nesta primeira quinzena de abril. Além da procura enfraquecida, agentes consultados pelo CEPEA relatam que o mercado de carne está altamente competitivo e ofertado, o que reforça o movimento de desvalorizações.

Nesta última semana (entre 7 e 14 de abril), inclusive, as desvalorizações observadas pelo CEPEA para o animal vivo foram as mais expressivas desde janeiro deste ano, evidenciando uma grande oferta no mercado interno. Diante disso, os atuais preços do animal vivo são os menores desde março de 2022, em termos reais. No caso da carne, levantamento do CEPEA mostra que os preços são os mais baixos desde maio de 2020, também em termos reais.

Fonte: CEPEA
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