Boi: Preços da reposição e da vaca sobem

Com o início da primavera e da estação de monta, a retenção de fêmeas para a reprodução se intensificou – Foto: Canva
Boi
Os preços dos animais de reposição e da vaca têm registrado altas consistentes nas principais regiões acompanhadas pelo CEPEA. O movimento, inclusive, supera o registrado para o boi gordo. Para o bezerro, diante do aumento do interesse por parte de recriadores, muitos pecuaristas buscam recompor o rebanho.
Em Mato Grosso do Sul, tradicional na produção de bezerros, o preço médio do animal nelore até 12 está aos R$ 2.940/cabeça em novembro, forte alta de 14% no comparativo com novembro/24 em termos nominais. No caso das vacas, pesquisadores do CEPEA indicam que com o início da primavera e da estação de monta, a retenção de fêmeas para a reprodução se intensificou. Isso reduz a disponibilidade de vacas e novilhas para o abate. Em Mato Grosso do Sul, a cotação da vaca gorda subiu 2,20% entre outubro e novembro, enquanto a do boi gordo subiu 1,60%.

Suínos

A disponibilidade interna de carne suína em outubro foi a segunda menor de 2025 (acima apenas do volume de junho), indicam cálculos do CEPEA. Segundo o CEPEA, esse cenário está atrelado ao aumento das exportações brasileiras da proteína e à queda no número de abate.
Dados do CEPEA mostram que em outubro, foram destinadas ao mercado doméstico 191.500 toneladas de carne suína, contra 194.000 toneladas em setembro. Em junho, a mínima do ano, foram 185.000 toneladas. Já o pico de 2025 foi registrado em julho, quando quase 240.000 toneladas foram disponibilizadas internamente.
Quanto às exportações brasileiras de carne, a média diária de embarques foi de 15.100 toneladas em outubro, a maior para o período, considerando a série histórica da Secex, o que tende a resultar em exportações totais de 136.100 toneladas de carne suína in natura. Os números de exportação de outubro devem ser divulgados ainda nesta semana pela Secretaria. Já no que se refere aos abates, estimativas do CEPEA com base em dados do MAPA indicam uma possível queda de 9% em outubro.
Fonto: CEPEA
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