
Boi
O ano de 2025 tem se caracterizado pela menor oscilação nos preços do boi gordo. Cálculos do CEPEA mostram que a volatilidade dos preços do boi gordo neste ano está em 53,10%, menos da metade da registrada em 2024 e 2023, por exemplo. Vale lembrar que o conceito estatístico de volatilidade se refere, neste caso, à variação dos preços em torno de sua média ao longo de janeiro até agora. Em outras palavras, indica a intensidade com que o preço se move para cima ou para baixo.
Segundo pesquisadores do CEPEA, esse cenário sugere um ganho de eficiência na coordenação da cadeia, ainda que não necessariamente com distribuição equilibrada dos resultados entre seus elos. Preços menos “voláteis” ao longo do ano indicam que o setor produtivo tem conseguido manter a oferta de animais mais constante, possivelmente com carcaças mais pesadas, o que mantém as escalas continuamente preenchidas, linhas de abate ativas e abastecimentos interno e externo sem sobressalto. Com essa eficiência, pesquisadores do CEPEA relatam que o mercado tem encontrado “ponto de equilíbrio”.
Suínos
Dados do CEPEA mostram que a diferença entre os preços da carcaça especial suína e da carcaça casada bovina, ambas negociadas no mercado atacadista da Grande São Paulo, aumentou quase 10% entre outubro e novembro.
Segundo pesquisadores do CEPEA, essa ampliação no diferencial evidencia o ganho de competitividade da proteína suína em relação à bovina. Em 2025, a diferença média entre os preços destas carnes é de R$ 9,47 o quilo, em termos reais (os preços foram corrigidos pelo IPCA de outubro), a maior desde 2022, quando era de R$ 12,64 o quilo.
Avaliando os dados mensais do CEPEA ao longo de 2025, se verifica que a carne suína esteve bastante atraente em relação à bovina, com a diferença entre os preços ficando acima dos R$ 9,00 o quilo em boa parte dos meses. O momento mais competitivo da carne suína foi registrado em janeiro, quando o diferencial em relação à proteína bovina atingiu R$ 11,69 o quilo.






