Boi: Oferta de confinamento alonga escalas e pressiona valores da arroba

O levantamento do CEPEA mostra que em todas as regiões, as escalas foram alongadas e as cotações, pressionadas – Foto: Canva

Boi

Os preços do boi gordo encerraram setembro em queda. Pesquisadores do CEPEA ressaltam que esse cenário é atípico para o período, já que geralmente, o mês é marcado pela oferta apertada de animais para abate e por cotações em alta. Já em 2025, confinadores reforçaram os lotes de animais desde o início do ano, e as entregas programadas para setembro acabaram sendo suficientes para atender a demanda interna e também a externa, que se mantém bastante aquecida.
Como resultado, levantamento do CEPEA mostra que em todas as regiões, as escalas foram alongadas e as cotações, pressionadas. No acumulado de setembro, dentre as praças acompanhadas pelo CEPEA, a maior queda do boi gordo foi registrada justamente em Cuiabá, Mato Grosso, estado que, de longe, concentra o maior rebanho tanto de pasto quanto confinado. Nessa região, o preço da arroba caiu 4,50% ao longo de setembro. Em São Paulo, o Indicador CEPEA/ESALQ recuou 2,10%, encerrando o mês aos R$ 304,10.

Suínos

Levantamento do CEPEA mostra que o suinocultor paulista vive o momento mais favorável em mais de 20 anos no que se refere à compra de farelo de soja, que é um dos principais insumos utilizados na atividade. Dados do CEPEA mostram que com a venda de um quilo do suíno vivo na região de Campinas (SP), o produtor conseguiu comprar em setembro 5,57 quilos de farelo, o maior volume registrado pelo CEPEA desde dezembro de 2004, quando a relação de troca atingiu recorde, de 6,49 quilos.
Ressalte-se, também, que o poder de compra atual está 54% acima da média da série histórica do CEPEA, iniciada em janeiro de 2024, que é de 3,62 quilos. Além dos preços mais firmes de venda do suíno vivo, o preço médio do animal em setembro de R$ 9,25 o quilo, foi o maior de 2025, esse cenário favorável ao suinocultor é influenciado pelas recentes fortes quedas do farelo de soja.
Levantamentos da Equipe de Grãos do CEPEA mostram que a tonelada do derivado negociado na região de Campinas registrou uma média de R$ 1.660,53 em setembro, sendo 21,70% abaixo da registrada no mesmo período do ano passado.
Fonte: CEPEA
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