Boi: Mercado fecha o 1º semestre de 2026 com preços em alta

Ao longo do 1º semestre, o maior preço pago pela arroba do boi gordo no estado de São Paulo foi registrado em abril, quando atingiu uma média real de R$ 365,93, reflexo da virada de safra para entressafra – Foto: Canva

Boi

Durante o 1º semestre de 2026, o mercado pecuário foi marcado pela baixa oferta de boi gordo pronto para abate, pela valorização do bezerro, pela elevada participação das fêmeas nos abates (o que limita a disponibilidade futura de animais terminados) e pela forte demanda internacional pela carne bovina brasileira, especialmente pela China. Segundo pesquisadores do CEPEA, esse conjunto de fatores sustentou as cotações em todos os segmentos da cadeia pecuária no 1º semestre deste ano. Em junho, o Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ (estado de São Paulo) registrou uma média à vista de R$ 347,59, sendo 4,60% superior à registrada em janeiro deste ano de R$ 332,14, em termos reais (IGP-DI de maio/26).

De acordo com o CEPEA, ao longo do 1º semestre, o maior preço pago pela arroba do boi gordo no estado de São Paulo foi registrado em abril, quando atingiu uma média real de R$ 365,93, reflexo da virada de safra para entressafra.
Considerando a série histórica do CEPEA iniciada em 1997, se observa que na maior parte dos anos, os preços da arroba cai entre janeiro e junho, em decorrência da sazonalidade da produção pecuária nacional e da maior disponibilidade de animais para abate nesse período, diferente do que ocorreu neste ano.

Suínos

Os preços do suíno vivo posto na indústria continuaram em queda em junho, registrando o sexto mês consecutivo de baixas.
Na região de SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), inclusive, os preços chegaram ao menor patamar desde julho de 2006, em termos reais (os preços foram deflacionados pelo IGP-DI de maio/26). A média do mês foi de R$ 5,25 o quilo, quedas de 2,90% em relação à de maio e de 41,20% em relação a junho de 2025. Em julho de 2006, o animal era comercializado a R$ 5,14 o quilo em SP-5.

Segundo o CEPEA, o atual patamar reforça o movimento baixista que vem sendo registrado desde o início deste ano. Segundo agentes consultados pelo CEPEA, o plantel de matrizes está em trajetória de crescimento há aproximadamente quatro anos, enquanto a demanda doméstica não tem aumentado de forma correspondente. As exportações, por sua vez, não têm sido suficientes para absorver o excedente de oferta, o que reforça o movimento de queda nas cotações, segundo o CEPEA.

Fonte: CEPEA
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