Boi: Fevereiro inicia com preços um pouco acima dos de janeiro

A oferta de animais permaneceu reduzida em janeiro, assim como as escalas de abate – Foto: Canva

Boi

Em janeiro, os preços médios do boi gordo registraram apenas pequenas oscilações em relação aos de dezembro/25, apontam pesquisas do CEPEA. No entanto, agora em fevereiro, as médias parciais já estão acima das do mês anterior. Segundo pesquisadores do CEPEA, ao longo de janeiro, os preços do boi gordo foram sustentados pelo bom desempenho das vendas internas e pelo expressivo avanço das externas. Ressalte-se que dados parciais da Secex indicam que as exportações brasileiras de carne in natura já superam as de janeiro do ano passado, quando os embarques haviam sido recordes para o mês.

Do lado da oferta, pesquisadores do CEPEA indicam que chuvas favoreceram a recuperação de boa parte das pastagens, permitindo aos pecuaristas segurarem os animais no pasto por mais tempo. Dessa forma, a oferta de animais permaneceu reduzida em janeiro, assim como as escalas de abate, que variaram entre 3 e 10 dias. Agora em fevereiro, compradores precisam ceder e ofertar preços mais elevados para conseguirem completar as escalas.

Suínos

Depois de atravessarem o último trimestre do ano passado em estabilidade, os preços do suíno vivo registraram forte queda em janeiro, indicam dados do CEPEA. A pressão sobre as cotações veio sobretudo do desaquecimento das demandas interna e externa. Pesquisadores do CEPEA ressaltam que esse movimento de baixa já é tipicamente observado em janeiro, quando a demanda doméstica costuma diminuir, por conta dos maiores gastos no período.

Neste ano, se verificou também uma retração da demanda externa, o que reforçou as quedas de preços. Segundo dados da Secex, a média de embarques na parcial de janeiro foi de 4.900 toneladas contra 5.400 toneladas em dezembro. Do lado da oferta, pesquisadores do CEPEA indicam que os abates em janeiro estiveram em ritmo similar ao registrado em dezembro, o que, somado à demanda retraída, acabou resultando em forte desequilíbrio entre disponibilidade e procura em janeiro.

Na praça SP-5, o suíno vivo posto na indústria teve média de R$ 8,24 o quilo em janeiro, queda de 6,90% em relação à de dezembro. Trata-se da maior queda no preço do suíno vivo desde janeiro/25 (em valores reais), quando o animal registrou uma forte desvalorização de 13,30% em relação a dezembro/24.

Fonte: CEPEA
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