
Boi
O ritmo intenso das exportações de carne bovina in natura registrado ao longo de 2025 permanece neste início de 2026. Segundo a série histórica da Secex, o volume embarcado no 1º trimestre deste ano é recorde para o período. De janeiro a março de 2026, foram exportadas 701.662 toneladas de carne bovina in natura, volume 19,70% superior ao do mesmo período de 2025 e 36,60% acima do registrado em 2024, segundo dados da Secex.
Além do aumento nos volumes, pesquisadores do CEPEA chamam atenção para a valorização da carne brasileira no mercado internacional. Em março, o preço médio pago por tonelada foi de US$ 5.814,80, alta de 3,10% em relação a fevereiro e de 18,70% em relação a março de 2025. Esse cenário externo favorável contribuiu diretamente para a sustentação dos preços do boi gordo no mercado interno ao longo de março, indica o CEPEA.
MERCADO INTERNO
Neste início de abril, os preços do boi gordo, do bezerro e da carne seguem em trajetória de alta, sustentados pela demanda externa aquecida e pela oferta restrita de animais prontos para abate.
Suínos
Enquanto os preços da carne suína recuaram em março, os da bovina subiram. Esse movimento elevou a competitividade da carcaça suína em relação ao boi para o seu maior nível desde abril de 2022, em termos reais (IPCA – fev/26). A cotação da carcaça especial suína comercializada no atacado da Grande São Paulo teve uma média de R$ 10,06 o quilo em março, queda de 2,80% em relação à de fevereiro. Segundo o CEPEA, a desvalorização esteve atrelada à baixa liquidez tanto no mercado do animal vivo quanto no da carne, devido ao período da Quaresma, encerrado no início de abril.
Quanto à carne bovina, ainda segundo o CEPEA, os preços subiram em março devido à baixa oferta de animais prontos para abate e à forte demanda internacional pela carne brasileira. A carcaça casada bovina negociada na Grande São Paulo registrou uma alta de 2,60% entre fevereiro e março, com média de R$ 24,32 o quilo no último mês. Nesse cenário, o diferencial de preços entre as carcaças bovina e suína chegou a R$ 14,26 o quilo em março, forte alta de 6,80% em relação ao registrado em fevereiro. Essa é a relação mais alta em quatro anos, visto que em abril de 2022, havia sido de R$ 14,66 o quilo.






