Boi: Demanda externa por carne brasileira segue intensa

Esse cenário é resultado do aumento de 12,50% no volume exportado no 1º semestre em relação ao mesmo período do ano anterior e de 12,70% do preço médio em dólar – Foto: Canva

Boi

As exportações de carne são muito importantes para a sustentação dos preços de toda a cadeia pecuária nacional. E ao longo de 2025, a demanda externa pela proteína brasileira tem sido intensa. Segundo dados da Secex, de janeiro a junho, as exportações brasileiras da carne bovina (in natura e processada) geraram uma receita de US$ 7.2 bilhões, 27% acima da obtida no 1º semestre de 2024. Pesquisadores do CEPEA indicam que esse cenário é resultado do aumento de 12,50% no volume exportado no 1º semestre em relação ao mesmo período do ano anterior e de 12,70% do preço médio em dólar.
Já no mercado brasileiro, levantamento do CEPEA mostra que este início de julho tem sido marcado por baixa liquidez e por quedas nos preços. Frigoríficos, com escalas mais longas, mostram menor interesse por novas compras de animais para abate, enquanto pecuaristas ofertam com cautela.
Assim, dados do CEPEA mostram que no acumulado da parcial de julho (até o dia 8), a carcaça casada de boi à vista no mercado atacadista da Grande São Paulo, registra uma queda de 3,40%, comercializada a uma média de R$ 21,30 o quilo no dia 8. Também na parcial deste mês, a queda do Indicador CEPEA/ESALQ do boi gordo (estado de São Paulo) é de 3,70%, fechando aos R$ 305,60 na terça-feira.

Suínos

Tanto o volume de carne suína exportada pelo Brasil quanto a receita foram recordes no 1º semestre de 2025. Segundo dados da Secex, de janeiro a junho, as exportações totalizaram 713.400 toneladas, 17,50% acima do volume exportado no 1º semestre de 2024. Em relação à receita, nos seis primeiros meses de 2025, totalizou R$ 9.82 bilhões, sendo expressivos 49% acima do montante registrado no mesmo período de 2024.
Segundo pesquisadores do CEPEA, esse excelente desempenho dos embarques brasileiros da carne esteve atrelado ao forte aumento na demanda de importantes parceiros, especialmente os do mercado asiático: Japão, China e Filipinas. Os embarques para Angola e Libéria também vêm registrando aumentos.
Fonte: CEPEA
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