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As cotas de exportação impostas pela China para o mercado global de carne bovina trazem preocupações para a cadeia pecuária brasileira, sobretudo, porque o país asiático é o maior destino da commodity nacional, indicam pesquisadores do CEPEA. Entretanto, o ano começa confirmando as perspectivas de que a demanda externa pela carne bovina brasileira seguirá aumentando, mesmo nesse cenário desafiador.
Segundo dados da Secex, o volume total de carne bovina exportado pelo Brasil em janeiro foi de 258.940 toneladas, um recorde para o mês, superando o até então melhor início de ano, registrado em 2025. A China foi destino de 46,30% do total exportado pelo Brasil em janeiro, percentagem próxima da média de 2025, que foi de 47,67%. Assim, caso o ritmo de embarques registrado em janeiro para a China seja mantido, o Brasil deve completar sua cota em setembro.
Pesquisadores do CEPEA lembram que a cota brasileira para a China é de 1.106 milhão de toneladas para o ano, e, apenas em janeiro, já foram exportadas para o país asiático 119.630 toneladas (este foi, inclusive, o maior volume exportado para a China para um mês de janeiro).
Suínos
Pesquisadores do CEPEA indicam que o setor exportador nacional tem motivos para se lamentar, mas também para se animar. Isso porque, embora os embarques de carne suína tenham diminuído em janeiro se comparados aos de dezembro, o volume exportado no primeiro mês do ano foi recorde para o período.
Dados da Secex analisados pelo CEPEA mostram que foram embarcadas 115.000 toneladas de carne suína em janeiro, volume 15% inferior ao de dezembro, quando 136.000 toneladas foram exportadas. Trata-se, inclusive, da maior queda mensal para este período desde 2022.
Ainda assim, as exportações estiveram bem acima das 104.000 toneladas exportadas em janeiro/25 (aumento de 10%), sendo também o maior volume para o mês, considerando a série história da Secex, iniciada em 1997. Segundo pesquisadores do CEPEA, o resultado obtido em janeiro reforça a expectativa de que as exportações brasileiras de carne suína possam, por mais um ano, registrar novos recordes.






