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As exportações de carne bovina para a China recuaram de forma expressiva em agosto, devido ao avanço do preenchimento da cota estabelecida pelo país. Segundo o CEPEA, com a entrada da proteína brasileira no mercado asiático limitada, as vendas nacionais totais também registraram queda em relação a julho.
Segundo dados da Secex, o volume de carne bovina brasileira exportado para a China recuou 80,50% em relação a julho/26 e 89,80% em relação a agosto de 2025. Segundo a última atualização do governo chinês, no início de agosto, o Brasil já havia preenchido 90% da cota.
Na contramão do mercado chinês, outros importantes destinos, como os Emirados Árabes Unidos, a Itália e a Rússia, aumentaram as compras da proteína brasileira no período.
Neste cenário, segundo dados da Secex, o Brasil exportou 226.777 toneladas de carne bovina em agosto, quedas de 12,10% em relação a julho/26 e de 23,20% em relação a agosto do ano passado.
Pesquisadores do CEPEA ressaltam que a forte redução das compras chinesas representa um fator potencialmente baixista para a carne bovina brasileira, sobretudo caso as restrições se prolonguem. O aumento dos embarques para outros destinos mostra, por outro lado, a capacidade do Brasil de redirecionar parte da oferta e ampliar a diversificação dos mercados.
Suínos
Os preços do suíno vivo têm registrado comportamentos distintos entre as regiões acompanhadas pelo CEPEA. Em algumas áreas do Sudeste, as cotações registraram pequenas altas nos últimos dias, sustentadas pela demanda mais firme, enquanto no Sul houve quedas diante da maior oferta de animais.
Segundo pesquisadores do CEPEA, a indústria aumentou a demanda por novos lotes de animais, diante da maior procura pela carne suína na ponta final do mercado, especialmente na região Sudeste, cenário que já é esperado por conta do recebimento de salários pela população.
No Sul do País, por outro lado, a maior oferta de animais disponíveis para o abate, ampliada pelo menor ritmo de embarques em agosto, pressionou as cotações do vivo, mesmo com a demanda interna mais aquecida.
No mercado atacadista da carne, o ritmo de negócios também se manteve favorável, sustentado pela procura do consumidor final, segundo o CEPEA.






