Boi: Bezerro é negociado acima de R$ 3.000,00 em quase todas as praças

A valorização é influenciada pela menor oferta de machos e pela demanda mais aquecida. – Foto: Canva

Boi

Os preços dos animais para reposição (bezerro nelore, de 8 a 12 meses) estão em movimento de alta desde o final de 2025. Neste início de ano, o animal é negociado acima de R$ 3.000,00 a cabeça na maior parte das 28 regiões acompanhadas pelo CEPEA. Em Mato Grosso do Sul, o bezerro foi comercializado em fevereiro a uma média de R$ 3.158,74 a cabeça (Indicador CEPEA/ESALQ), a maior, em termos reais (preços foram deflacionados pelo IGP-DI), desde dezembro de 2021.

Neste começo de março, o bezerro segue em valorização, com a média da parcial do mês de R$ 3.236,30. Em um ano, o preço do animal de reposição sul-mato-grossense subiu um pouco mais de 20%. Pesquisadores do CEPEA indicam que a valorização é influenciada pela menor oferta de machos e pela demanda mais aquecida.

Ressalte-se que sazonalmente, os meses de março e maio são os que registram os maiores patamares de preços de reposição, uma vez que os terminadores demandam mais bezerros para repor os bois gordos que saem de suas fazendas neste período do ano. Pelo lado da demanda, a forte procura dos frigoríficos por novos lotes de boi gordo para abate, especialmente para atender as exportações, mantém os pecuaristas terminadores ativos nas aquisições de novos lotes de bezerro e de boi magro.

Suínos

As cotações médias do suíno vivo registraram fortes quedas em fevereiro. Na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo foi negociado a uma média de R$ 6,91 o quilo no mês, contra R$ 8,24 o quilo em janeiro/26 (expressiva queda de 16,10%) e R$ 8,66 o quilo em fevereiro/25 (forte queda de 20%).

Segundo pesquisadores do CEPEA, o movimento de queda se deve à retração da demanda por parte da indústria por lotes de animais no mercado independente, que resultou em um desarranjo da oferta interna. Neste mês de março, participantes do setor consultados pelo CEPEA estão atentos ao conflito no Oriente Médio, envolvendo principalmente o Irã e que pode se alastrar para outros países.

Apesar de a região como um todo não ser um destino importante da carne suína brasileira (por conta sobretudo da religião), o fechamento de canais de escoamento estratégicos e o consequente aumento nos preços dos fretes e seguros marítimos têm gerado preocupações, sobretudo entre os exportadores.

Fonte: CEPEA
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