
O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul encerrou abril com baixa liquidez e negociações travadas. A cautela dos agentes resulta dos leilões de apoio à comercialização e disparidades regionais de preços. A demanda pontual por grãos de melhor qualidade não foi suficiente para impulsionar o volume de negócios.
Segundo o CEPEA, o setor se mantém em um estágio intermediário: fundamentos indicam uma recomposição de preços no agregado, mas entraves de liquidez, baixas margens industriais e assimetrias regionais limitam o ritmo do mercado. De acordo com pesquisadores do CEPEA, neste contexto, a média mensal de abril, de R$ 62,66 a saca, foi a mais alta desde setembro de 2025, indicando que embora o curto prazo ainda seja marcado por lentidão, o nível de preços segue em trajetória de recomposição. A consolidação de uma tendência altista mais firme dependerá de avanços no escoamento ao longo da cadeia e de uma maior convergência entre as expectativas dos agentes, segundo o CEPEA.





