Algodão: Queda externa e cambial mantém pressão sobre cotações no Brasil

No campo, a colheita da temporada 2024/25 caminha para o final – Foto: Canva

Levantamento do CEPEA mostra que os preços do algodão em pluma seguem enfraquecidos. Segundo o CEPEA, a pressão vem da queda externa, os contratos futuros na Bolsa de Nova York (ICE Futures) operam em baixos patamares, e do dólar, que registra a menor cotação desde meados de 2024.

Além disso, a paridade de exportação caiu para os níveis registrados em dezembro de 2020. Pesquisadores explicam que esse cenário, aliado à expectativa de safra recorde no Brasil e à demanda interna contida, mantém as cotações domésticas em queda.

No acumulado da primeira quinzena, o Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) recuou 6%, encerrando o dia 15 aos R$ 3,6703/lp. Vale destacar que no dia 12, o Indicador fechou aos R$ 3,6590/lp, a menor cotação desde 6 de julho de 2023. No campo, a colheita da temporada 2024/25 caminha para o final, com a produção devendo alcançar, pela primeira vez, 4 milhões de toneladas, 9,70% acima da de 2023/24, segundo relatório da Conab deste mês.

Fonte: CEPEA
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