
A agroindústria brasileira registrou um crescimento de produção de 2,30% em setembro, interrompendo uma sequência de três meses consecutivos de queda. O resultado, impulsionado pela produção de alimentos, praticamente anulou as perdas dos dois meses anteriores, e fez com que o resultado do 3º trimestre fosse de queda de 0,10%.
Os dados são do Índice de Produção Agroindustrial PIM Agro, elaborado pelo FGV Agro. O FGV Agro ressaltou que o setor contou com um mercado interno aquecido, além de ter buscado alternativas ao tarifaço implementado pelo presidente americano Donald Trump em agosto.
O segmento de produtos alimentícios e bebidas registrou um crescimento no conjunto de 5,80%, a maior expansão em cinco anos, mas a alta foi reflexo apenas da indústria de alimentos, cuja produção subiu 7,10%. Houve ganhos na produção de alimentos de origem animal (7,90%), com maior aquecimento das indústrias de carnes bovina, suína e de frango, de pescados e de laticínios. Entre os alimentos de origem vegetal, a produção cresceu 5,90%, com aumento generalizado em óleos e gorduras, trigo, arroz, açúcar, café e conservas e sucos.
Já a produção da indústria de bebidas registrou queda de 1,50% em setembro, pressionada pela baixa de 6,70% na produção de bebidas alcoólicas, a sexta queda consecutiva do setor. O FGV Agro ressaltou que o resultado do mês ainda não refletiu os casos de contaminação de bebidas com metanol, que surgiram no fim do mês.
Já a agroindústria de produtos não-alimentícios registrou uma queda agregada de 1,50% no mês, pressionada exclusivamente pela menor produção de etanol a partir da cana-de-açúcar, já que as usinas até então estavam priorizando a produção de açúcar. A produção do setor de biocombustíveis recuou 24,40%, o pior desempenho para um mês de setembro desde 2009.
Nas demais agroindústrias não alimentícias, os resultados foram positivos. A produção de fumo cresceu 35%, o que coloca o setor em um patamar de produção 33,50% maior que o de antes das enchentes do Rio Grande do Sul em maio do ano passado.
O FGV Agro destacou ainda a alta de 7,70% da produção de insumos, com avanços em tratores e máquinas, intermediários para fertilizantes e, principalmente, de defensivos e desinfetantes domissanitários. Já o setor de produtos têxteis registrou expansão de 5,80%, e o de produtos florestais de 2,40%.






