
Açúcar
A combinação de demanda enfraquecida e de expectativa de maior oferta com o avanço safra 2026/27 que amplia a oferta mantém em queda os preços do açúcar cristal branco no mercado spot do estado de São Paulo. Segundo o CEPEA, compradores atuaram de forma mais cautelosa na semana passada. Parte destes agentes tem expectativa de novas desvalorizações, fundamentada no avanço da safra 2026/27 e na consequente tendência de maior disponibilidade.
Do lado da oferta, ainda segundo o CEPEA, embora as usinas ainda estejam em fase inicial de produção, o aumento gradual da moagem já contribui para a percepção de maior oferta no curto prazo. Adicionalmente, a queda registrada no mercado internacional, especialmente nas cotações do contrato nº 11 na ICE Futures (Bolsa de Nova York), também pode ter exercido influência, ainda que de forma mais sutil, sobre o comportamento do mercado doméstico.
Etanol
Os preços dos etanóis hidratado e anidro caíram na semana passada no mercado spot do estado de São Paulo, indicam dados do CEPEA. Entre os dias 13 e 17 de abril, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado fechou aos R$ 2,5920/litro (líquido de ICMS e PIS/COFINS), queda de 7,01% em relação ao período anterior. Para o etanol anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ fechou aos R$ 2,9575/litro, preço líquido de impostos (sem PIS/COFINS), queda de 7,43% na mesma base de comparação. A última vez que o combustível ficou abaixo dos 3,00 por litro foi em 1º de agosto do ano passado. Segundo pesquisadores do CEPEA, apesar de pressionado, o ritmo de negócios chegou a melhorar um pouco, mas ainda esteve restrito a volumes pequenos e “picados”. Distribuidoras seguem postergando ao máximo algum tipo de reposição de produto e os compradores seguem mais retraídos.
Do lado vendedor, a postura foi mais agressiva, com maiores volumes sendo ofertados, devido ao início das operações de novas unidades produtoras. Pesquisadores do CEPEA também indicam que incertezas internas e externas têm deixado participantes do mercado doméstico de etanol apreensivos. As preocupações recaem sobretudo sobre o aumento da oferta de etanol de milho na atual safra 2026/27 e sobre as cotações internacionais do açúcar.






