
A produção brasileira de grãos na safra 2025/26 deve totalizar 353.45 milhões de toneladas, resultado que mantém a expectativa de um pequeno aumento de 0,30% em relação ao volume obtido no ciclo 2024/25 e que, se confirmado, estabelece um novo recorde na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os dados estão no 6º Levantamento da Safra 2025/26 de Grãos, divulgado hoje (13). Em comparação com a pesquisa anterior, houve um pequeno aumento de 0,02%, ou 70.000 toneladas.
Segundo o levantamento, a área destinada para o plantio deve aumentar 1,70%, sendo estimada em 83.16 milhões de hectares, enquanto a produtividade média nacional das lavouras deve ser de 4.250 quilos por hectares no atual ciclo em comparação com os 4.310 quilos por hectares na temporada anterior, queda de 1,40%.
As principais culturas de primeira safra já se encontram em fase de colheita. Para a soja, já foram colhidos em torno de 50,60% da área plantada. De uma maneira geral, as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento da soja e a expectativa é que a produção registre um novo recorde e chegue as 177.85 milhões de toneladas, aumento de 3.7 milhões de toneladas em relação a safra anterior. “Fevereiro foi um mês desafiador para o produtor da oleaginosa, com excesso de precipitações no Centro-Oeste e Sudeste, em especial em Goiás e em Minas Gerais, e com irregularidade climática em grande parte do Rio Grande do Sul. Já no início de março, as regiões Norte e Nordeste são as que têm os trabalhos de campo prejudicados pelo excesso de chuvas”, informou a Conab.
As precipitações em abundância no Sudeste e Centro-Oeste, que limitaram um maior avanço da área colhida de soja, refletiram também em um atraso no plantio da segunda safra de milho. Alguns Estados, como Goiás, Maranhão e Minas Gerais, já indicam uma redução na área destinada ao cereal.
Com este cenário, a estimativa de área da segunda safra de milho é de 17.7 milhões de hectares e uma produção estimada de 108.4 milhões de toneladas, queda de 4,20% em relação a 2024/25. Já para a primeira safra de milho o panorama é de um aumento tanto de área, estimada em 4.1 milhões de hectares, quanto da produção, podendo chegar a 27.4 milhões de toneladas, aumento de 9,70% em relação a 2024/25. Considerando as três safras do cereal, plantadas ao longo da temporada, a estimativa da Conab é que a produção totalize 138.3 milhões de toneladas, queda de 2% em relação a 2024/25.
Para o algodão, o plantio já foi concluído, e a maior parte das lavouras se encontra em fase de desenvolvimento vegetativo. A estimativa da estatal é de redução de 3,50% na área plantada em relação à safra anterior, estimada em cerca de 2 milhões de hectares, com uma produção de pluma estimada em 3.8 milhões de toneladas, queda de 6,90% em relação a 2024/25.
Para o arroz, a colheita atingiu 19,10% da área plantada, percentual superior à média dos últimos 5 anos. As estimativas da Conab indicam uma produção de 11.2 milhões de toneladas na safra 2025/26, queda de 12,40% se comparado com o volume obtido no ciclo passado, queda que acompanha a menor área destinada para o plantio do grão. Ainda segundo o boletim da Conab, os dias com elevada radiação solar registrados no Rio Grande do Sul, principal estado produtor da cultura, favoreceram o desenvolvimento e a sanidade das plantas.
No caso do feijão, a produção total, somada as três safras da leguminosa, está estimada em 2.9 milhões de toneladas, 4,70% abaixo da safra anterior. A primeira safra registra uma redução de 11,20% na área plantada, totalizando 807.200 hectares, com expectativa de produção de 954.000 toneladas, menos 10,20% em relação a 2024/25. Mesmo com a estimativa de diminuição na colheita, o volume total estimado em 2.92 milhões de toneladas de feijão (- 4,70% em relação a 2024/25) assegura o abastecimento interno, garante a Conab.
Mais informações na página da Conab.






