
Graças ao agro, 2025 foi mais um ano de boas notícias para as cidades
Crescimento em qualidade, diversidade e quantidade de alimentos. Não faltaram ingredientes aos mais de 200 milhões de panetones, nem às proteínas consumidas nos festejos natalinos e de Ano Novo. Nem picanha.
Em 2025, o agro nacional alimentou o Brasil e o mundo. As populações de mais de 150 países comeram carne suína, de aves e ovos do Brasil. Cerca de 40% da carne de frango exportada no planeta veio do Brasil. A avicultura enfrentou seu primeiro e único caso de gripe aviária em granja comercial. E resolveu em menos de um mês. Qualidade e competitividade imbatíveis.
Mais produtividade em 2026
Essa produção, e de outras proteínas como peixes e leite, depende de rações cuja base é essencialmente soja e milho. Em 2026 não faltará alimento para humanos e animais. A previsão é de um novo crescimento na safra de grãos com relação ao ano passado. Mais um recorde. Serão cerca de 355 milhões de toneladas de grãos. O país chegará aos 400 milhões antes de 2030.

Super safra de grãos traz um paradoxo conhecido: pressiona ainda mais a queda de preços, pela oferta. Ao mesmo tempo como cresceram os custos dos insumos (fertilizantes e defensivos), caíram as margens dos produtores.
Em 2025, a rentabilidade dos produtores seguiu deprimida: margens reduzidas, inclusive pela ação de monopólios e cartéis em traders, frigoríficos etc. Com juros altos houve menor procura por crédito. O número de demandas de recuperações judiciais bateu recordes.
Economia
O desequilíbrio fiscal e orçamentário no Governo Federal podem aumentar a inflação e fazer subir ainda mais a Selic em 2026. E os custos da produção agropecuária. Como se não bastasse a deficiente infraestrutura logística, a insegurança fundiária e o eugenismo ambientalista praticado contra os agricultores, sobretudo na Amazônia.
Em 2025, o assistencialismo estatal eleitoreiro atingiu níveis nunca vistos nem aqui, nem no exterior. A população dependente e beneficiada por bolsas e auxílios de todo tipo, do gás ao presídio, da eletricidade à ração para pets, supera de longe a população efetivamente empregada. E quem não busca trabalho nessa situação, passou a ser considerado empregado nas estatísticas criativas do IBGE.
Cultura da laborfobia
O ano de 2026 seguirá com a falta de mão de obra no campo com a persistência de políticas assistencialistas das bolsas em ano eleitoral e o combate das políticas “afirmativas” contra o mérito e o empreendedorismo. Não faltarão estímulos à cultura da laborfobia. Nem precisa de Lei Rouanet.
Nesse mar tempestuoso, os produtores, atentos ao tempo e ao cosmos, seguirão suas rotinas de plantio, cuidados e colheita, de trato adequado aos animais, aos solos, à água e à biodiversidade.
Verde não falta no campo, como demonstraram os trabalhos da Embrapa Territorial durante a COP 30. Verde é a cor da esperança.







