Soja intensifica queda em Chicago. No Brasil, a alta do dólar contribuiu para subir os preços

07/12/2017|

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago voltaram a fechar em baixa, com os principais vencimentos registrando quedas de 10,50 a 10,75 centavos. O janeiro/18 fechou cotado a US$ 9,92 e o maio/18 a US$ 10,14 ¾ o bushel.

Os contratos futuros do farelo também voltaram a fechar em baixa, com os principais vencimentos registrando perdas de US$ 6,40 a US$ 7,10 por tonelada curta. O janeiro/18 fechou cotado a US$ 335,20 e o maio a US$ 340,90.

Segundo analistas e consultores, a pressão ainda vem de vendas de grandes posições dos fundos diante, principalmente no caso da soja, das previsões que indicam condições ligeiramente melhores para a Argentina nos próximos dias.

“O mercado processou as atualizações climáticas para a América do Sul, com novas configurações de tempo um pouco mais úmido para a Argentina no período de 9 a 10 dias. Estamos vivenciando um mercado de clima e por enquanto as oscilações deverão continuar”, dissea o diretor da Labhoro Corretora, Ginaldo Sousa.

Ainda segundo informações apuradas pela Labhoro, há mapas indicando mais chuvas para a Argentina para os próximos 8 a 10 dias. O padrão, entretanto, não é semelhante entre todas as previsões.

“Hoje a expectativa é de tempo seco para a Argentina e para amanhã algumas áreas como extremo leste de Buenos Aires, sul de Santa Fé e faixa do noroeste ao sudeste de Córdoba podem receber precipitação entre 5 e 20 mm. Já para sexta-feira, 8/12, os mapas não mostram chuvas”, indicou a corretora.

E por lá e também no Brasil, as temperaturas começam a subir e também exigem um pouco mais de atenção.

Ademais, nesta quinta-feira, 7/12, o dólar fechou em forte alta no Brasil, registrando um ganho de 1,73%, cotado a R$ 3,2865 para a venda.

Foi esse patamar do dólar que ajudou a segurar os preços no mercado brasileiro.

Dessa forma, em Paranaguá, a saca da soja disponível fechou cotada a R$ 76,00 e a da safra nova a R$ 76,50, ambas em alta de 0,66%. Em Rio Grande, no mercado disponível, a saca subiu 0,67% para R$ 74,60, enquanto a da nova safra caiu 0,92%, para terminar os negócios cotada a R$ 75,80.

No interior, boa parte das praças de comercialização também regstraram algumas boas altas nesta quinta-feira. Em São Gabriel do Oeste/MS, por exemplo, a saca subiu 1,64% para R$ 62,00, enquanto em Itiquira/MT subiu 1,88% para R$ 65,00 e em Castro/PR, alta de 1,35% para R$ 75,00.

USDA: Vendas semanais

Na semana encerrada em 30 de novembro, as vendas americanas de soja somaram 2.015.800 toneladas da safra 2017/18, contra a expectativa do mercado de 900.000 a 1.6 milhão de toneladas. O destino principal foi, como de hábito, a China. O acumulado das vendas no ano comercial já chega a 36.341.500 toneladas, ainda abaixo das do ano passado, quando mais de 43 milhões de toneladas já estavam comprometidas nesse período. O USDA estima que as exportações totais dos EUA totalizem 61.240.000 toneladas.

Milho: Com a alta do dólar, saca sobe 5% em Paranaguá e retorna ao patamar de R$ 31,00

Os contratos futuros do milho negociados na CBOT fecharam em leve baixa, com os principais vencimentos registrando quedas de 0,75 a 1,25 centavos. O março/18 fechou cotado a US$ 3,51 ½ e o maio/18 a US$ 3,68 ½ o bushel.

Segundo a Reuters, o declínio registrado nos preços do trigo pesaram sobre as cotações do milho, que atingiram o nível mais baixo desde o dia 29 de novembro, Os contratos futuros do trigo caíram de 2,50 a 3,75 centavos, pressionados pela perspectiva de uma grande safra no Canadá.

Paralelamente, as cotações do milho em Chicago ainda são pressionadas pela grande oferta mundial. Do mesmo modo, a lentidão nos embarques norte-americanos também contribuem  para a pressão negativa.

Além disso, o comportamento do clima na América do Sul segue no radar do mercado.

USDA: Vendas semanais

Foram vendidas 876.400 toneladas de milho, enquanto o mercado esperava por algo entre 800.000 e 1.2 milhão de toneladas, com a Colômbia sendo o maior comprador. O volume vendido pelos EUA já soma 22.899.100 toneladas, contra 37.577.800 toneladas do ano passado, nesse mesmo período. As exportações americanas são estimadas pelo USDA para a temporada em 48.900.000 toneladas.

Mercado no Brasil

Com o suporte do dólar, as cotações dos contratos futuros do milho negociados na BM&F Bovespa subiram no pregão desta quinta-feira (7). Os principais vencimentos finalizaram o dia em alta de 0,46% a 1,46%. O janeiro/18 fechou cotado a R$ 32,57/saca e o março/18 a US$ 33,75/ saca.

No Porto de Paranaguá, a alta foi de 5,08%, com a saca cotada a R$ 31,00.

No mercado doméstico, as cotações também registraram ligeiras altas nesta quinta-feira. Segundo o levantamento do economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, em Sorriso (MT), a saca subiu 3,70%, cotada a R$ 14,00. Na região de São Gabriel do Oeste (MS), a saca subiu 2,38%, cotada a R$ 21,50.

Em Campinas (SP), a saca subiu 1,63% , cotada a R$ 31,10. Na localidade de Castro (PR), a saca fechou a quinta-feira cotada a R$ 29,50, em alta de 1,72%.

O mercado permanece focado no desempenho das exportações brasileiras e também no maior interesse interno de venda. No acumulado do ano, as exportações somam 25.7 milhões de toneladas, contra as 33 milhões de toneladas estimadas para essa temporada.