Programa inovador incentiva microempreendedores no interior paulista

06/02/2018|

Projeto Horta Escola, programa de impacto social e ambiental estruturado no ano passado está auxiliando comunidades em situação de vulnerabilidade social na cidade de São José dos Campos, no interior paulista. Foto: divulgação

Uma iniciativa pioneira desenvolvida pela ONG Instituto Alpha Lumen (IAL), com o apoio de empresas privadas da região, está auxiliando comunidades em situação de vulnerabilidade social na cidade de São José dos Campos, no interior paulista.

Trata-se do Horta Escola, um programa de impacto social e ambiental estruturado no ano passado (2017), a partir da identificação de terrenos baldios e espaços desocupados em São José dos Campos que poderiam ser transformados em uma alternativa de sustento e geração de renda extra para a comunidade carente na cidade.

“O Horta Escola é um programa pioneiro na oferta de capacitação e também no compartilhamento de bons exemplos de educação financeira, direcionado à população em vulnerabilidade social”, explica a fundadora da ONG e coordenadora do programa, Nuricel Villalonga.

Segundo Nuricel, além de render muitos frutos (ou verduras, legumes, ervas, etc.), ele também colabora para o crescimento da economia local e para reutilização dos espaços improdutivos. “O projeto atua na capacitação dos interessados”, diz. No curso, que tem duração de seis meses, os participantes aprendem como fazer uma horta, técnicas de manejo e de plantio, além de receber aulas de educação financeira e de marketing, para a venda dos produtos. Por conta do valor de mercado, hortaliças e condimentos têm sido priorizados.

OBJETIVO

A coordenadora da ONG destaca que um dos objetivos do projeto é transformar a realidade das pessoas e usar a horta como um instrumento para estimular o microempreendedorismo na região. “Boa parte do que é produzido no programa é dividido entre escolas e creches municipais próximas e o restante é comercializado pelos participantes”, informa.

De acordo com a fundadora do instituto, cerca de 20 famílias foram formadas pelos voluntários do IAL em 2017. “Contamos com um grupo empenhado de alunos e profissionais, formado por agrônomos, biólogos, administradores e especialistas em marketing, que fazem o programa ser hoje uma realidade”. destaca. “Queremos que as pessoas que participam se tornem microempreendedoras urbanas e tenham mais recursos para poder melhorar a qualidade de vida da sua família.”

Segundo a fundadora do Instituto Alpha Lumen e coordenadora do projeto, Nuricel Villalonga, um dos objetivos do projeto é transformar a realidade das pessoas e usar a horta como um instrumento para estimular o microempreendedorismo na região. Foto: divulgação

Segundo Nuricel, cerca de 40 famílias em vulnerabilidade social participaram da primeira turma no ano passado. “Metade desse grupo conseguiu superar as dificuldades de suas rotinas para conseguir finalizar todo processo. Hoje, parte dos formandos atuam por conta própria e também vão ajudar o nosso mutirão de plantação da turma desse ano, em março.”

PERSPECTIVAS

Para 2018, segundo a coordenadora do IAL, a ideia é fazer um mutirão de plantação em uma área de aproximadamente mil metros quadrados para a segunda turma do projeto. Outra meta é mapear todos os espaços privados de São José dos Campos, disponíveis para reutilização, para tentar negociar diretamente com os seus proprietários a fim de ampliar ainda mais o acesso desse projeto à população da cidade.

“Quando o Horta Escola estiver bem estruturado em São José dos Campos, estamos estudando a possibilidades de levá-lo para além da cidade, reproduzindo o sucesso do projeto na região do Vale do Paraíba”, conta Nuricel.

GARGALOS

A iniciativa tem encontrado alguns gargalos. Entre esses, a coordenadora da ONG destaca a dificuldade em conseguir outras áreas para a ampliação do projeto. “Nossa maior dificuldade hoje é encontrar terrenos para arrendar e fazer a horta”, afirma e acrescenta que o ideal é que este trabalho seja feito em áreas ociosas e inutilizadas. “Nosso anseio é também de que estas pessoas que estão se formando sejam multiplicadores de conhecimento e que depois de três ou quatro turmas, o projeto caminhe sozinho com a manutenção somente da consultoria técnica”, arremata.

Por Equipe SNA/SP

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