Produtor de MS quer popularizar preço da pitaya

Publicado em 10/08/2017

Custo de produção da pitaya, que inclui implantação, manutenção, embalagem e transporte, é de R$ 4,70 por quilo, que pode ser vendido entre 20 e 40 reais. Foto: Divulgação Famasul

Popularizar o preço da pitaya. Essa é a intenção do produtor Gervásio Graeff, atendido pelo Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) “Hortifrúti Legal”, do Senar/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. Foi no cultivo da fruta que ele encontrou a alternativa para diversificar as atividades da propriedade rural, baseada na pecuária de corte, com a cria de animais.

Em uma área de um hectare, onde havia pasto, 500 pés de pitaya passaram a ocupar o espaço. “Aqui, se planta a fruta para ganhar dinheiro”, afirma Graeff. A primeira safra rendeu 180 quilos. As vendas foram por encomendas e entregues também a um sacolão. A freguesia: os campo-grandenses.

A comercialização da “produção piloto” variou de 20 a 40 reais o quilo. “Não deu para quem quis”, comemora.

De acordo com o técnico do Hortifrúti Legal, José Loreto, as despesas dependem da adoção do sistema de implantação pelo produtor. Segundo ele, o custo de produção – implantação, manutenção, embalagem, transporte – é de R$ 4,70 por quilo. A taxa de retorno do produtor, considerando uma média de 30 reais o quilo, foi cinco vezes maior que o custo de produção.

 

INVESTIMENTOS EM MUDAS

Os resultados satisfatórios vieram após investimentos em mudas, infraestrutura para sustentação dos pés, correção do solo e sistema de irrigação, por meio das fitas gotejadoras. O pomar vem dando frutos, literalmente.

Como a cultura é anual, ele consorciou com a melancia. Graeff almeja para a próxima safra, nos meses de janeiro e fevereiro, o montante de dois mil quilos de pitaya. Para isso, já preparou o solo e fez as covas para o plantio de mais 500 pés da frutífera.

“É resistente à seca e pode ser cultivada em qualquer época, assim é a pitaya. Estamos trabalhando, pesquisando, para impulsionar a produção. É um mercado ainda pouco conhecido, mas bem promissor. Os produtores querem ampliar a produção para atingir o preço ideal entre 10 e 15 reais o quilo. Quanto mais vender, mais se produz, e vice-versa”, diz o técnico de campo.

 

Fonte: Famasul com edição de A Lavoura

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