PIB do agronegócio deverá crescer de 0,5% a 1% em 2018, estima CNA

05/12/2017|

Segundo projeções da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgadas hoje, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro, que inclui todos os elos das cadeias que compõem o setor, deverá crescer entre 0,5% a 1% em 2018 caso o clima continue favorável. Para 2017, a estimativa é de queda de 2%, determinada basicamente pelos problemas enfrentados pela indústria de insumos ao longo do ano.

Segundo a entidade, se a expectativa de queda de 6% da colheita de grãos nesta safra 2017/18 se confirmar, os preços tendem a reagir. Essa estimativa, divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), leva em consideração as previsões meteorológicas atuais, que sinalizam que o clima será favorável, ainda que “menos perfeito” que no ciclo 2016/17.

Assim, o PIB da agropecuária, que envolve apenas a produção primária (“dentro da porteira”), deverá aumentar 5% no próximo ano, de acordo com as projeções da CNA. Para 2017, a estimativa é de expansão de 11%, alavancada pela safra recorde de grãos.

A entidade também avaliou que as aprovações das reformas da Previdência e tributária serão importantes para que o agronegócio brasileiro continue em expansão. “As eleições preocupam, porque pode ter reflexos positivos ou negativos no câmbio. Mas tudo indica que vai haver recuperação de preços”, afirmou o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, em evento realizado em Brasília.

“Todo mundo está preocupado com o atraso das chuvas e com o quanto isso deve comprometer a colheita, mas 91% da safra de soja já foi plantada até o início de dezembro”, disse ele.

Em função de preços mais animadores para o próximo ano, projetou a CNA, o Valor Bruto da Produção (VBP) deverá crescer 7,1% em 2018, para R$ 559.6 bilhões. A estimativa é que o VBP agrícola aumente 6,1%, puxado pela soja, e o da pecuária cresça 9%. “O mais importante é que a agropecuária foi responsável por reduzir drasticamente a inflação no país em 2017”, declarou Lucchi.

 

Fonte: Valor Econômico