Japão é novo destino para lácteos brasileiros

14/11/2017|

Abertura do mercado japonês traz alívio aos produtores nacionais que enfrentam retração do consumo interno e perda de mercados como a Venezuela.

Os produtores brasileiros de leite e derivados conquistaram em novembro um novo e importantíssimo mercado: o japonês. Depois de dois anos de negociação, as portas do país asiático se abrirem após a aprovação do Certificado Sanitário Internacional. Pelo certificado poderão ser exportados os produtos das áreas livres da febre aftosa com e sem vacinação.

“É a salvação da lavoura! ”, afirma o diretor-técnico da SNA Alberto Figueiredo. De acordo com ele, os produtores nacionais enfrentaram em 2017 momentos muito difíceis, ocasionados, principalmente, pela queda na renda das famílias, o que impactou diretamente e de forma aguda o consumo de leite e derivados.

“Além disso, tivemos a perda de mercados como a Venezuela e de outros países da região”, acrescenta Figueiredo

De acordo com informações do Mapa, os embarques já estão liberados para o Japão, que é o sétimo maior importador mundial de lácteos. Em 2016, o país importou US$ 1,2 bilhão de produtos lácteos, entre eles leite em pó, manteiga e queijos.

Segundo o secretário de Relações Internacionais do Mapa, Odilson Ribeiro e Silva, “para o setor de lácteos, que está iniciando sua entrada no mercado internacional, o Japão é um cliente muito importante pelo grande potencial de consumo e pelo grau de exigência que tem, demonstrando a capacidade do Brasil de atender estas exigências”.

O Japão realizou algumas importações de lácteos do Brasil no passado. As operações foram pontuais e não prosperaram, pois, o setor de produção de lácteos nacional atravessou oscilações na sua capacidade de abastecimento. Segundo o ministério, a partir deste ano, as autoridades sanitárias nipônicas estabeleceram regras sanitárias mais rígidas, que incluía a necessidade de avaliação de risco do pais de origem dos produtos lácteos. Somente países com condições adequadas podem exportar produtos ao Japão. O Brasil é um destes países.

Os primeiros embarques ainda necessitam do estabelecimento de uma relação comercial entre os exportadores brasileiros e os importadores no Japão. “Podemos comentar que não há impedimentos para que as mercadorias brasileiras acessem este mercado. As condições tarifárias definidas para a importação de lácteos no Japão não privilegiam nenhuma origem neste momento. O Brasil tem competitividade semelhante aos outros mercados exportadores de lácteos”, afirma o Mapa.

Equipe SNA/Rio