Inteligência dos satélites auxilia produtor no monitoramento de cultivos

Publicado em 28/09/2016

Uma das necessidades mais frequentes e constantes dos produtores rurais é a possibilidade de visualizar suas terras, o próprio patrimônio

Uma das atuais necessidades dos produtores rurais é a possibilidade de visualizar suas terras, o próprio patrimônio, por meio de satélites. Foto: Divulgação

Uma das necessidades mais frequentes e constantes dos produtores rurais é a possibilidade de visualizar suas terras, o próprio patrimônio. E a inteligência dos satélites pode auxiliá-los no monitoramento das culturas agrícolas.

“As imagens de satélites respondem, de maneira abrangente, algumas destas dúvidas, desde que analisadas tecnicamente. Com uma série de cenas de períodos diferentes sobre a mesma área, pode-se ter um banco de dados que permite ao produtor um monitoramento da evolução de seu cultivo e uma gestão mais focada”, relata o CEO da Agronow, Antonio Morelli, em entrevista à equipe SNA/RJ.

“A disseminação da tecnologia e o acesso às informações é um movimento crescente e, provavelmente, um caminho progressivo e definitivo também para o campo. Mas as limitações do acesso à internet e sinais de telefonia na zona rural dos municípios podem ser obstáculos à rapidez da disseminação de conhecimento e novas tecnologias. No entanto, acredito que estas inovações devem fazer a diferença também neste segmento, em pouco tempo.”

Morelli salienta que é possível reconhecer grandes avanços na utilização de satélites que chegam ao campo, nas últimas décadas. “Um dos grandes responsáveis por estes avanços no Brasil é a Embrapa que, há mais de 27 anos, trabalha para estimular e desenvolver maneiras de usar dados de satélites no meio rural”, ressalta o CEO.

Embora o segmento seja promissor e apesar de existirem grandes investimentos para melhorar o mapeamento agrícola no Brasil, apenas cerca de 5% das imagens de satélite vendidas no País é aplicada à agricultura.

“O tamanho da área agrícola brasileira sempre foi um atrativo para empresas de dados orbitais, mas a adesão a esse recurso ainda hoje não ganhou a escala estimada.”

 

TECNOLOGIAS

Na opinião de Morelli, o avanço constante de estudos, pesquisas e aplicações tecnológicas das imagens de satélite possibilita, por intermédio de relatórios, gráficos e projeções da sua fazenda, o agricultor consiga prever, em poucos minutos, a produtividade da próxima colheita e os principais problemas presentes em seu cultivo. “O mais interessante é que estes novos métodos trazem análises comparativas de outros períodos e safras, reunindo várias informações importantes para o produtor rural ou qualquer outro interessado na propriedade”, salienta o CEO da Agronow.

Segundo ele, o emprego de inovações leva a prática da gestão inteligente ao campo, ajudando a definir novas ações e tomadas de decisões mais precisas, reduzindo os gastos.

“Atualmente, as tecnologias também auxiliam nos âmbitos mercadológicos e financeiros, fornecendo informações que podem ser usadas por seguradoras agrícolas, bancos, trades e órgãos governamentais.”

Morelli explica que, por meio de softwares dinâmicos e precisos, o agropecuarista já consegue visualizar o desempenho da sua fazenda, com utilização de dispositivos como tablets, notebooks ou smartphones de maneira autônoma, rápida e com baixo custo.

“A utilização de imagens de satélites sempre foi uma ferramenta desejada, mas restrita por causa dos altos custos das cenas e à necessidade de ter o trabalho de um técnico especializado para as análises dos processamentos de dados. Soma-se a isto, o tempo para alcançar os resultados que, muitas vezes, é incompatível para as necessidades da lavoura.”

Morelli ressalta que, “desta forma, mesmo sendo uma grande necessidade para os produtores e a cadeia do agronegócio em geral, os mapeamentos por meio de imagens de satélite foram, durante anos, um privilégio para uso de poucos”.

 

“A disseminação da tecnologia e o acesso às informações é um movimento crescente e, provavelmente, um caminho progressivo e definitivo também para o campo”, diz o CEO da Agronow, Antonio Morelli. Foto: Divulgação

“A disseminação da tecnologia e o acesso às informações é um movimento crescente e, provavelmente, um caminho progressivo e definitivo também para o campo”, diz o CEO da Agronow, Antonio Morelli. Foto: Divulgação

EXEMPLO

Apesar de ser um conceito bastante arraigado, existem tecnologias que visam exatamente minimizar os custos dos processos. É o caso do Agronow, que baseado em mais de dez anos de estudos de culturas agrícolas e aprimoramento de técnicas com uso de mapas, desenvolveu um sistema de mapeamento pensado para o pequeno e médio produtor também ter acesso a informações de qualidade, de forma fácil, rápida e o mais autônoma possível.

Por uma assinatura de R$ 19,90 mais um real por hectare mapeado, o produtor pode ter em seu tablet, celular ou desktop, um mapeamento da sua área de cultivo, com indicações de áreas mais ou menos produtivas, problemas de manejo, nutrientes ou indicativos de pragas, além da projeção da estimativa de produtividade e possibilidade de comparativos entre resultados obtidos em safras passadas.

Segundo Morelli, atualmente não há outros sistemas que ofereçam mapeamentos a um custo, precisão e rapidez semelhantes à Agronow: “Outras ferramentas de mapeamento utilizam metodologias diversas, normalmente baseadas em NDVI, tais como Planet Labs, Frontec, Strider, drones, mas os custos são consideravelmente maiores”.

Hoje, continua o CEO, também existem plataformas que permitem o acesso de qualquer produtor a informações fundamentais, como a previsão climática, as variações econômicas das commodities no mundo, a previsão de safras regionais, as expectativas de mercados futuros, os dados da cadeia logística e assim por diante.

“São plataformas bastante conhecidas como as do CPTEC/INPE, Climatempo, Datagro, , Conab, Embrapa, Bloomberg , Climate Corp e outras ferramentas que vêm surgindo e que permitem análises mais complexas, com cruzamento de vários dados e modo interativo.”

 

Por equipe SNA/RJ

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