Indicadores Cepea: frango, citros, mamão, melão e maçã

Frango: apesar de mais barata, carne não ganha competitividade

Mesmo com as recentes baixas nas cotações do frango, as desvalorizações das carnes suína e bovina não têm permitido ganhos de competitividade para a proteína avícola. Segundo colaboradores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os cenários político e econômico no Brasil têm pressionado os valores de produtos de todo o setor pecuário. Na cadeia de frango, em particular, agentes têm buscado ajustar a oferta à demanda, estratégia favorecida pelo ciclo de produção mais curto.

Isso não chega a dar suporte ou permitir alta significativa nos preços, mas tem ajudado a conter as quedas. Na parcial deste mês (até 22 de junho), o frango inteiro resfriado negociado no atacado da Grande São Paulo se desvalorizou 2,5%, enquanto as cotações da carcaça especial suína e da carcaça casada bovina recuaram 8,2% e 2,5%, respectivamente.

 

Citros: exportações sustentam preços e favorecem escoamento da Tahiti

As cotações da lima ácida Tahiti seguem em bons patamares no Brasil, sustentadas pelas exportações firmes, conforme pesquisadores do Cepea. Com o cessar das precipitações, a colheita foi retomada, aumentando o volume da fruta no mercado paulista. No entanto, as cotações bastante superiores às médias dos últimos meses têm prejudicado o escoamento da fruta no mercado doméstico.

Nesta semana (segunda a quinta-feira), a média da lima ácida Tahiti no mercado nacional foi de R$ 35,55/caixa de 27 kg, colhida, com alta de 18.7% em relação à da semana passada. Quanto à laranja de mesa, os preços têm se sustentado por conta do aumento da entrega de frutas contratadas às indústrias, o que acaba reduzindo a disponibilidade no mercado.

As compras, no entanto, têm sido limitadas, tanto no segmento spot quanto no mercado de fruta fresca. Nesta semana (de segunda a quinta-feira), a média da laranja pera fechou a R$ 16,87/caixa de 40,8 kg, na árvore, com leve recuo de 0.2% frente à da semana anterior.

 

Mamão: preço do Havaí cai 46% no sul da Bahia

Ao contrário do esperado, o mamão Havaí voltou a se desvalorizar nas regiões produtoras nessa semana (19 a 23). A maior queda foi observada no sul da Bahia, onde a variedade foi comercializada à média de R$ 0,63/kg, valor 46% abaixo do da semana anterior.

Segundo colaboradores do Hortifruti/Cepea, apesar de o volume ter diminuído nas roças, a desvalorização foi resultado da baixa procura da fruta nas principais regiões consumidoras (Sul e Sudeste). O clima frio e a proximidade do fim de mês foram os maiores responsáveis por essa restrição.

Além disso, o feriado de Corpus Christi (15), na semana passada, afetou as vendas e ocasionou sobras de mamão nos atacados. Como a demanda por frutas geralmente é restrita no fim de mês, a variedade pode continuar desvalorizada na próxima semana. Mais informações no site www.hfbrasil.org.br.

 

Melão: mercado a granel melhora no Vale do São Francisco

A colheita de melões mais graúdos impulsionou o mercado a granel no Vale do São Francisco (BA/PE) nesta semana (19 a 23). A oferta de frutas graúdas e de boa qualidade, que estavam escassas na semana passada, supriu a demanda do mercado a granel nesta semana, impulsionando os preços na lavoura, segundo alguns colaboradores do Hortifruti/Cepea.

Assim, o quilo do melão amarelo ao produtor ficou em média a R$ 1,17/kg, preço 6% maior em relação ao da semana passada. Contudo, o mercado de melões embalados esteve menos aquecido, devido ao lento ritmo de vendas na região Sudeste. Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção nos preços devido à menor oferta acompanhada de demanda restrita do fim de mês. Mais informações no site www.hfbrasil.org.br.

 

Maçã: gala segue valorizada em Fraiburgo (SC)

Nesta semana (19 a 23), a maçã gala graúda Cat 1 teve média de R$ 48,67/caixa de 18 kg na região de Fraiburgo (SC) – valorização de 4% quando comparada à semana anterior. Uma das razões para o aumento dos preços está sendo a redução da oferta da variedade no mercado. Devido ao expressivo volume de Fuji colhida nesta safra, alguns produtores estão estocando a gala e preferindo comercializar a Fuji, estendendo, portanto, a comercialização da gala até o final do ano.

Além disso, a abertura das câmaras frias com atmosfera controlada tem permitido ofertar a variedade gala de melhor qualidade. Alguns produtores, por outro lado, preferiram não estocar a Fuji. A expectativa é de que as vendas melhorem no segundo semestre. Isso porque as intempéries ocorridas no exterior e a boa colheita nacional devem reduzir as importações quando comparadas às do ano anterior. Mais informações no site www.hfbrasil.org.br.

 

 

Fonte: Cepea/Esalq

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