Geotecnologia pode ajudar na redução das emissões de carbono no meio ambiente

Imagens do satélite GeoEye, de 2010, e do satélite WordView 2, de 2013, de área com ILPF da Embrapa Agrossilvipastoril (Sinop, MT). Foto: Satélites GeoEye e WorldView
Imagens do satélite GeoEye, de 2010, e do satélite WordView 2, de 2013, de área com ILPF da Embrapa Agrossilvipastoril (Sinop, MT). Foto: Satélites GeoEye e WorldView

Inserir metodologias que calculam o nível de carbono para contabilização e monitoramento da queda das emissões de gases de efeito estufa no Brasil, a partir da adoção do sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Esta tem sido uma das principais metas da Embrapa Monitoramento por Satélite (SP), que vem aplicando geotecnologias inovadoras no campo, especialmente por meio do projeto GeoSaltus, que integra a rede de pesquisa Saltus, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.

De acordo com o órgão, as aplicações vão desde o monitoramento das condições e do desempenho dos cultivos até estimativas de biomassa (quantidade de vegetação) e carbono estocado pelos sistemas. O monitoramento do ILPF é uma das linhas prioritárias de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Embrapa, vinculada ao portfólio de projetos de monitoramento da dinâmica de uso e cobertura da terra.

Especialista na área de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto, o pesquisador da Embrapa Monitoramento por Satélite Édson Bolfe explica que os procedimentos usados são parecidos aos empregados para mapeamento e monitoramento de pastagens, culturas agrícolas e florestas de maneira isolada. Segundo ele, o maior desafio, no caso da ILPF, é que essas atividades estão concentradas em uma mesma área, o que faz com que a avaliação dos dados seja mais complexa.

“A tendência é que novos sensores ofereçam um maior número de bandas espectrais e possibilitem a extração de informações importantes para a agricultura, com custos cada vez menores”, explica Bolfe, ressaltando ainda ser possível obter imagens através de sensores aerotransportados, com destaque para os drones ou veículos aéreos não tripulados (Vants).

AGRICULTURA SUSTENTÁVEL

O sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta tem sido alternativa para a agricultura sustentável no Brasil, pois contribui para a recuperação de áreas degradadas e para a conservação do solo. Isto porque, segundo a Embrapa, “tem grande potencial para a fixação do carbono e a mitigação das emissões de gases de efeito estufa, ao manter pastos cobertos de vegetação de boa qualidade, plantio de florestas comerciais entre outras práticas sustentáveis”.

A adoção do ILPF vem recebendo incentivos massivos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio do Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC). A meta é implantar, até o ano de 2020, quatro milhões de hectares destes sistemas, alcançando um potencial de mitigação em torno de 20 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

Conforme a Embrapa, a conversão de pastagens degradadas para ILPF é uma das estratégias apontadas pelo Programa ABC para a recuperação destas áreas e a promoção da sustentabilidade na agricultura. “As iniciativas, no entanto, encontram dificuldades de implantação, entre outros motivos, devido à falta de informações atualizadas e detalhadas sobre a localização dessas áreas – dados fundamentais para a implantação de políticas públicas para o setor.”

Por equipe SNA/RJ com informações da Embrapa Monitoramento por Satélite

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