Fundação Ford patrocina delegação indígena crítica do agronegócio brasileiro na COP 23

14/11/2017|

A COP23, realizada em Bonn na Alemanha de 6 a 17 de novembro, consiste em importante encontro de nações e antecipam as discussões para as definições sobre as ações concretas que cada nação civilizada assumirá em Fiji (https://cop23.com.fj/fiji-and-the-pacific/).

Como qualquer COP (conferência das partes das Nações Unidas), muitas discussões ocorrem na atmosfera que envolve o evento.

No dia 11/11/17, o Observatório do Clima (http://www.observatoriodoclima.eco.br/governo-brasileiro-poe-delegacao-da-cop23-na-berlinda/) protagonizou um franco a deliberado ataque às políticas públicas brasileiras no que tange ao tema “mudanças climáticas”.

A despeito dos desmandos governamentais que merecem severas críticas, o protagonismo utilizado chamou a atenção. Ao defender posturas radicais contra setores da economia, a índia Sônia Guajajara, da coordenação da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), entrevistada logo após o evento, defendeu o pedágio em terras indígenas, criticou o agronegócio e revelou que uma articulação de ONG’s financiou a vinda dos povos indígenas para COP 23, dentre as quais a americana Fundação Ford.

Causa estranheza que ao ser questionada sobre quem patrocinava a vinda dos índios à COP (algo absolutamente importante), a jornalista Cristina Amorim, do IPAM (Instituto de Pesquisas da Amazônia), interrompeu a entrevista querendo informações sobre o entrevistador, em flagrante ofensa ao direito da informação e a transparência, segundo os quais comunicação deve sempre se balizar.

É importante manter a isenção sobre a realidade dos fatos, e que as justas demandas indígenas pela demarcação das terras tradicionais não devem servir de justificativa para organismos internacionais interferirem na soberania da nação brasileira.

A atividade econômica, dentre as quais a produção agrária, segundo a Constituição Brasileira (arts. 170, 186 e 225) deve observar o respeito ao princípio do meio ambiente equilibrado, atender ao bem comum da sociedade e ao desenvolvimento econômico do Estado brasileiro (independentemente de qualquer Governo).

Salienta-se que as questões indígenas devem ser solucionadas à luz da Constituição Federal e da legislação brasileira, em estrita observância ao devido processo legal, jamais sobre influência de organismos, empresas ou instituições internacionais.

O equilíbrio e o respeito à Constituição da República mantém a linha editorial do Portal DireitoAmbiental.com.