Embrapa ensina 5 passos para realizar terraceamento com trator e arado

18/01/2018|

Técnica de terraceamento ajuda a evitar erosão, reter água no solo e manter a terra fértil. Foto: Divulgação

A erosão ainda é um problema nacional, mas que pode ser resolvido ao serem usadas tecnologias e conhecimentos à disposição. O terraceamento do solo, por exemplo, ajuda a evitar erosão, reter água no solo e manter a terra fértil.

Realizar o terraceamento ou curva em nível com trator e arado auxilia o produtor na conservação da terra. É o que ensina, em cinco passos (assista ao vídeo ao final deste texto), a Unidade Tabuleiros Costeiros da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Segundo a professora da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Elaine Lourente, a cada cinco centímetros de perda de camada de solo a produção de grãos cai 15%. Quando a perda de solo é de 30 centímetros, a produção diminui 75%.

Segundo os dados apresentados por Elaine, o prejuízo para o País é de mais de US$ 5 bilhões por ano. As perdas anuais de solo chegam a 500 milhões de toneladas por ano, de acordo com as informações repassadas pela professora.

PLANTIO DIRETO 

Ela diz ainda que, no Brasil, com o plantio direto, é possível reduzir as perdas de solo entre 70% e 90% com práticas de caráter edáfico (exemplo: adubação, calagem, controle de queimadas), de caráter vegetativo (ex.: plantas de cobertura, quebra ventos) e mecânico (ex.:terraceamento, cultivo em contorno), a exemplo do Sistema Plantio Direto (SPD), Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e consórcio milho-braquiária.

A cobertura do solo, com o sistema plantio direto feito de forma adequada, é importante contra a erosão para reduzir o impacto da chuva sobre o solo.

“Gotas de chuva com até 6 milímetros de diâmetro podem apresentar velocidade de impacto de até 32 quilômetros por hora”. Além disso, as plantas, por meio de seu sistema radicular, exploram o perfil do solo de maneira diferente.

RAÍZES

Nos sistemas conservacionistas, as raízes exploram melhor o solo, evitando sua compactação, fazendo a ciclagem de nutrientes, formando agregados de qualidade e abre caminho para que a água infiltre no solo. Toda água que não infiltra, escorre na superfície, desprende partículas e abre espaço para a erosão. Mas somente a cobertura não impede a erosão.

Segundo a professora da UFGD, “o terraceamento agrícola é a prática mecânica mais eficaz para segmentar pendentes”. E devem ser feitos mais próximos. Em um experimento simulando uma declividade de 0,03 metros e chuva de 60 milímetros/hora, houve perda de 800 quilos de solo enquanto nos sistemas conservacionistas a perda foi oito vezes menor.

Elaine mostra também resultados de outro estudo: enquanto em um plantio convencional foram perdidas 30 toneladas de solo, no plantio direto sem terraços a perda foi de 12 toneladas. O melhor resultado foi no plantio direto com terraços: 2,7 toneladas.

 

VÍDEO INSTITUCIONAL

Confira no vídeo abaixo da Embrapa Tabuleiros e Costeiros contendo os cinco passos para o produtor realizar um terraceamento em sua propriedade!

Fontes: Embrapa Agropecuária Oeste e Embrapa Tabuleiros e Costeiros com edição d’A Lavoura

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