Cafeicultura tem faturamento bruto estimado em R$ 22 bilhões para 2017

11/10/2017|

O faturamento da lavoura cafeeira brasileira em 2017, estimado com base em dados do volume produzido e preços médios pagos aos produtores, referentes ao mês de agosto, atingiu o montante de R$ 21.856 bilhões, o qual representa o Valor Bruto da Produção – VBP do setor. Desse total, a receita do café arábica foi estimada em R$ 17.447 bilhões, e a do café conilon em R$ 4.409 bilhões. Contudo, o valor da receita bruta estimada para 2017 representa uma queda de 10,7% em relação a 2016, que foi de R$ 24.404 bilhões.

Com relação ao total do Valor Bruto da Produção – VBP agosto/2017, que foi estimado em R$ 535.435 bilhões pela Secretaria de Política Agrícola – SPA, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – Mapa, com base no faturamento de 21 produtos agrícolas e de cinco da pecuária, R$ 367.151 bilhões são da lavoura e R$ 168.268 bilhões da pecuária. Nesse contexto, o VBP do café representa 5,9% do VBP da lavoura e 4,08% do total.

No ranking desses 26 produtos (21 agrícolas e cinco da pecuária) que compõem o VBP total de agosto, o café é o sétimo colocado. A soja ocupa o primeiro lugar, com R$ 115.338 bilhões (21,5%). A cana-de-açúcar, em segundo, com 73.176 bilhões, representando 13,7%; e na sequência, figuram bovinos – R$ 65.797 bilhões (12,3%); frango – R$ 47.306 bilhões (8,8%); milho – R$ 46.935 bilhões (8,7%), e, em sexto, o leite – 28.983 bilhões (5,4%).

Com relação ao faturamento do café, o VBP da região Sudeste, que engloba Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, foi calculado em R$ 18.501 bilhões, o que representa 84,6%, o qual, obviamente, figura em primeiro lugar no ranking das cinco regiões geográficas do Brasil. Em segundo está o Nordeste, com faturamento estimado de R$ 1.521 bilhão (7%); em terceiro, o Norte, com R$ 1.098 bilhão (5%); em quarto, o Sul, com R$ 565.230 milhões (2,6%) e, em quinto, o Centro-Oeste, com R$ 169.070 milhões (0,8%).

Acesse aqui o Valor Bruto da Produção (VBP) – agosto de 2017, do Mapa.

 

Fonte: Embrapa Café