Balança Comercial tem superávit de US$ 1.37 bilhão nas primeiras semanas de setembro

11/09/2017|

A Balança Comercial brasileira registrou superávit de US$ 1.376 bilhão nas duas primeiras semanas de setembro, que totalizou cinco dias úteis, resultado de US$ 4.560 bilhões em exportações e US$ 3.184 bilhões em importações no período, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No ano, as exportações brasileiras totalizam US$ 150.502 bilhões e as importações US$ 101.021 bilhões, resultando num saldo positivo de US$ 49.481 bilhões.

Nas exportações, comparadas as médias até a segunda semana de setembro com as do mês de setembro de 2016, houve aumento de 21,2%, em razão do crescimento das vendas de produtos básicos (+ 28,7%, de US$ 312.4 milhões para US$ 402.2 milhões, por conta, principalmente, de soja em grão, milho em grão, minério de cobre e carnes bovina, suína e de frango, minério de ferro) e manufaturados (+ 28,7%, de US$ 292.1 milhões para US$ 376.1 milhões, por conta de aviões, óxidos e hidróxidos de alumínio, automóveis de passageiros, motores e turbinas para aviação, torneiras, válvulas e partes).

Por outro lado, caíram as vendas de produtos semimanufaturados (- 4,7%, de US$ 129.9 milhões para US$ 123.8 milhões, por conta, principalmente, de semimanufaturados de ferro/aço, celulose, óleo de soja em bruto, açúcar em bruto, manteiga, gordura e óleo, de cacau).

Nas importações, a média diária até a segunda semana de setembro ficou 11,5% acima da média de setembro de 2016. Nesse comparativo, aumentaram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (+ 81,1%), equipamentos eletroeletrônicos (+ 29,1%), siderúrgicos (+ 27,3%), químicos orgânicos e inorgânicos (+ 15,0%) e veículos automóveis e partes (+ 14,4%).

Em relação a agosto de 2017, foi registrado crescimento de 5,5% pelo aumento nas compras de adubos e fertilizantes (+ 48,6%), alumínio e obras (+ 45,6%), equipamentos mecânicos (+ 19,6%), químicos orgânicos e inorgânicos (+ 11,2%) e equipamentos eletroeletrônicos (+ 8,4%).

 

Fonte: Valor Econômico