Agricultura urbana: Senar Goiás aposta na produção de alimentos também na cidade

Publicado em 9/11/2015

“Com o programa (Agricultura Urbana), nós visamos promover e executar a agricultura na cidade, orientando de forma eficaz noções de hortas, frutas, viveiros, paisagismo, jardinagem, floricultura”, enfatizou Leonnardo Cruvinel, coordenador do curso do Senar Goiás. Foto: Fredox Carvalho

“Com o programa (Agricultura Urbana), nós visamos promover e executar a agricultura na cidade, orientando de forma eficaz noções de hortas, frutas, viveiros, paisagismo, jardinagem, floricultura”, enfatizou Leonnardo Cruvinel, coordenador do curso do Senar Goiás. Foto: Fredox Carvalho

Para quem acha que a agricultura se limita às práticas realizadas no campo, se engana. Encontrar em casas e apartamentos cultivos de hortas, pomares e jardins tem sido comun e mostram, na prática, que a agricultura urbana tem conquistado espaço cativo no cotidiano dos goianos. Pensando na importância de levar aos moradores de grandes e pequenos centros conhecimentos sobre a produção de alimentos e desmitificar que “agricultura é coisa da fazenda”, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Goiás), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), realizou no último dia 6 de novembro, a 11ª edição do programa Sistema Faeg/ Senar Interage, que mostrou por meio da webconferência que agricultura, modernidade e urbanização caminham lado a lado.

O tema do debate foi o recém-lançado Programa Agricultura Urbana, e segundo o coordenador do curso Leonnardo Cruvinel, a iniciativa visa capacitar e incentivar a agricultura nos centros urbanos. “Com o programa nos visamos promover e executar a agricultura na cidade, orientando de forma eficaz noções de hortas, frutas, viveiros, paisagismo, jardinagem, floricultura”, enfatizou Leonnardo.

O FUTURO SE FAZ AGORA

Outra linha de ação do programa visa orientar crianças e jovens sobre a importância de produzirem seu próprio alimento e mostrar que as delícias que nos alimentam ultrapassam os caixas de supermercado. “Nós levamos o programa para diversas escolas justamente com o objetivo de orientar os jovens e crianças que o alimento que eles consomem vem de algum lugar, que não é limitado aos enlatados. Que para conseguirmos o alimento é necessário todo um trabalho e dedicação” , destaca o coordenador.

Ainda sobre o ensinamento repassado aos alunos, Cruvinel afirma que não economiza na hora de ensinar os pequenos. “Nós ensinamos tudo aos alunos, desde uma plantação orgânica à definição de uma produção com uso de defensivos agrícolas , repassamos também quais são os tipos adequados de fertilizantes para serem usados e ensinamos que casa cultivo tem suas características e especificidades”, afirma o coordenador.

Senar Goiás e Faeg não economizaram na hora de ensinar os pequenos. Foto - Fredox Carvalho

Senar Goiás e Faeg não economizaram na hora de ensinar os pequenos. Foto – Fredox Carvalho

EFEITO TERAPÊUTICO

Outro ponto destacado pelo coordenador durante a inciativa foi o efeito terapêutico que as ações oferecidas pelo programa Agricultura Urbana. “Além de focarmos em transmitir o conhecimento sobre uma alimentação saudável e com qualidade, repassamos também o efeito terapêutico observado pela agricultura urbana, onde por meio dos cuidados com jardinagem ou até mesmo com pomares e hortas podem auxiliar em tratamentos contra depressão por exemplo”, cita Cruvinel.

De acordo com o coordenador, a previsão para o ano de 2050, é que o planeta tenha mais de 9 bilhões de habitantes, sendo 70% moradores da zona urbana e apenas 30% habitarão a zona rural. O dado apenas reforça a necessidade de orientar os centros urbanos sobre a produção qualificada de alimentos. “Hoje já não existem fronteiras entre a zona urbana e zona rural, temos que entender que apesar de cada vez mais a população da zona rural migrar para as cidades a demanda por alimentos irá aumentar, ou seja, agora todos, sejam trabalhadores rurais ou moradores de grandes e pequenos centros, devem entender como é produzido seu alimento, por isso vimos a necessidade do curso”, destaca.

SEM DESPERDÍCIOS

Sobre a irrigação utilizada para a produção de uma horta, pomar ou jardim, o coordenador destaca meios que são considerados sustentáveis e evita o desperdício desse bem tão precioso. “Hoje nós temos vários métodos de irrigação que não são considerados um desperdício. Pensando nisso, nós explicamos técnicas para evitar desperdícios e damos alternativas de produção, como a hidroponia, sendo a água trocada a cada dez dias”, explica Leonnardo. “Além de orientar sobre o uso da água devemos orientar sobre as diversas quantidades de alimentos que são desperdiçados, sendo simplesmente descartados”, completa Cruvinel.

Para Ednalva Gadelha, assistente técnica do departamento de Gerência Técnica da Faeg, que participou do curso, o sentimento foi de realização. “Nós aprendemos várias coisas novas e deu pra ver que é mais que possível trazer o conhecimento do campo para a cidade”, enfatiza a participante.

Irrigação no caso da hidroponia é feita por meio de canos, com água que pode ser reaproveitada, sendo trocada de dez em dez dias. Foto: Fredox Carvalho

Irrigação no caso da hidroponia é feita por meio de canos, com água que pode ser reaproveitada, sendo trocada de dez em dez dias. Foto: Fredox Carvalho

REVITALIZAÇÃO

Pensando em utilizar o melhor da agricultura urbana para incrementar de forma sustentável e educativa o cenário urbano, o Senar Goiás realizou na última sexta-feira (6) a revitalização da praça localizada em frente ao estacionamento da Federação, que fica exatamente na continuação da Avenida Cora Coralina. Além de proporcionar à praça um aspecto familiar, com bancos e uma paisagem pra lá de agradável, outra função da inciativa foi devolver ao local o “ar de encontro” e diversão para crianças, jovens e adultos.

Desde de sexta-feira (23), técnicos e população participaram de um plantio de mudas e flores usando técnicas de paisagismo. Aberto ao público, os participantes foram divididos em duas turmas – de 16 participantes cada -, sendo uma no período matutino e outra no vespertino.

ANÁLISE DE MERCADO

Para fechar com chave de ouro a 11ª edição do programa Sistema Faeg/ Senar Interage a assessorta técnica da Faeg, Christiane Rossi, e os consultores técnicos do Senar Goiás, Cristiano Palavro e Pedro Arantes realizaram as análises de mercado do boi gordo, da soja e do milho.

Focando a oferta, que continua reduzida, a assessora técnica da Faeg para área de Pecuária de Corte, Christiane Rossi, analisou o mercado do boi gordo. “No Brasil ainda é possível ver uma oferta reduzida, em praticamente todos os Estados brasileiros, com total de abate SIF em setembro de 2015 permanecendo estável quando comparado ao mês de agosto, com uma variação de 0,02%.”, expôs Rossi.

Com uma queda de 2,4% em relação a semana anterior, a cultura da soja também teve seu mercado analisado pelo consultor técnico do Senar Goiás para a área de Grãos, Cristiano Palavro. Na ocasião, Cristiano destacou o aumento das exportações. “As exportações no mês de outubro alcançaram 2,594 milhões de toneladas e foi considerado melhor OUT da história”, enfatizou Palavro.

Para o consultor técnico do Senar Goiás, Pedro Arantes, o mercado do milho não sofreu grandes alterações. “Essa semana o milho não teve alterações significativas, Em relação as safras americanas, a exportação do Brasil, será muito boa”, analisou Arantes.

Fonte: Faeg/Senar Goiás

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